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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

AONDE SE HOSPEDAR EM SALINÓPOLIS, PARÁ, BRASIL




Aonde se hospedar em Salinópolis, Pará, Brasil?



Pousadas e Hotéis em Salinas.

Vamos compartilhar com vocês alguns hotéis e pousadas para se hospedar em Salinas no estado do Pará, Brasil. Desde os mais baratos aos mais caros, e os mais simples aos mais sofisticados.







 Não sabe onde ficar em Salinas?

Encontre aqui:

Pousadas e Hotéis em Salinas.



Olá pessoal!

Desta vez, minha rota foi em Salinópolis, então, vamos conhecer um pouco mais desse paraíso salgado?

Salinas é o município do nordeste do estado do Pará, com praias de areias brancas e finas, tendo como maior característica a água salgada, pois é banhada pelo oceano Atlântico. Para chegar até Salinópolis ou carinhosamente chamada pelos paraenses de Salinas, você pode ir de ônibus interurbano, com saída pelo Terminal Rodoviário no bairro de São Brás em Belém do Pará ou alugando um carro e levando sua família, pois são 220 km de Belém e aproximadamente 4 horas de ônibus. Os transportes são bem confortáveis com ar-condicionado e poltronas flexíveis e você pode optar por ir olhando as paisagens ou ir descansando durante a viagem toda. É um dos municípios mais procurados no veraneio em Belém por ser mais distante e por possuir uma enorme estrutura para turísticas, sem falar que as pessoas que frequentam Salinas, a maioria possui casa de praia lá e preferem passar férias com a família. A praia atrai bastante pessoas de classe média e alta que procuram esse tipo de praia para ostentar carros e motos.



Pois é, eu tive a oportunidade de conhecer o município de Salinas e poder contar minha experiência aqui pra vocês. Já amei logo, porque eu fui numa temporada baixa e que não havia muita gente por lá. Quem me acompanha no blog sabe que eu adoro lugares tranquilos e baixas temporadas, mas nada me impede de explorar lugares mais agitados pelo Brasil e no mundo.


Desta vez, meu destino escolhido foi a cidade de Salinas no estado do Pará. Como eu ainda não conhecia a cidade eu estava muito ansiosa para conhecer tudo e louca pra chegar e compartilhar tudo aqui no blog. Então, comecei a pesquisar na internet, uma semana antes de viajar sobre hotéis mais baratos  para hospedagem, porque nós gostamos de estar mais fora do hotel que dentro. Ir pra praia e ficar entocada em hotéis não é legal, principalmente para quem é Blogueiro e Youtuber como eu, compartilhar nossas experiências já faz parte do nosso roteiro, por esse motivo que eu não poderia deixar de não conhecer Salinas. Quem vem a Belém e não conhece Salinas é porque ainda não sabe a rota predileta dos  turistas paraenses. Então, aconselho você a entrar de paraquedas em Salinas e passar mais do que 3 dias e mergulhar nessa viagem. Tem muitos lugares bons para conhecer lá e hotéis excelentes.


Na verdade, eu não queria ir pra Salinas, eu queria ir pra Marudá, pois me falaram que lá é bem legal e rústico, estilo Ilha de Cotijuba no Pará. Mas quando eu pesquisei hospedagens lá, eu achei muito caro, pois os hotéis que eu pesquisei não tinham Wifi, não aceitavam cartão de crédito e outras desvantagens que é viajar para locais rústicos, onde você é obrigado a ficar praticamente desconectado do mundo. Verdade, não é exagero meu, não. Bom! Não foi dessa vez que eu e meu esposo conseguimos ir a cidade de Marudá e talvez não era pra ser e eu amei por optar por Salinas, eu queria muito conhecer a tão falada água salgada que em Belém não tem. As praias em Belém são de água doce, água de rio, eu fiquei muito empolgada com a idéia de poder visitar um lugar que eu ainda não conhecia antes e diferente de tudo que já vivi. Praia tem em todo lugar mas Salinas é diferente, pelo simples fato de ser bem perto de Belém e possuir uma área extensa de praia salgada e ondas de até 2 metros de altura, bom pra praticar surf e pular ondinhas.
Eu fui na companhia do meu esposo Jerome, o que deixou a viagem mais romântica e atrativa, quem é que não gosta de viajar na companhia do maridão?
A minha preocupação era de escolher um local bem estruturado com Wifi, pois ele necessitava para publicar fotos nas mídias sociais e em seu blog.

Eu sabia que eu iria encontrar alguns obstáculos, mas que tudo ficaria melhor quando eu chegasse lá. viajar para um lugar que você não conhece, sempre dá aquela angustia e muitas dúvidas, mas é assim mesmo, quem não sente aquele friozinho quando viaja para lugares desconhecidos que atire a primeira pedra? 


Então, eu pesquisei hotéis mais baratos e achei o Hotel Ilha do Sol, eu fiz  nossa reserva lá por 2 dias, porque no site da Booking dizia que o hotel disponibilizava café da manhã e Wifi grátis. Além disso, nós queríamos ficar perto da praia e pensávamos que o hotel era próximo da praia, visto pelo mapa que nós pesquisamos, parecia ser próximo. Chegamos no dia reservado no hotel que fica na Estrada do Atalaia, quadra 84, lote 5 em Salinas.  O hotel não fica na praia e você precisa andar 30 minutos até chegar a praia do Atalaia, a principal praia da cidade fica há mais ou menos 1 km até a praia. Pra quem vai de carro pra Salinas é muito bom optar por este hotel, eu recomendo pois possui piscina, Wifi, quartos para solteiros, famílias e casais, possui estacionamento próprio, as dependências do hotel é muito bem organizada. É um hotel familiar com bom atendimento e numa boa localização, parece mais como uma pousada, possuindo serviços de limpeza do quarto grátis. 


Segue abaixo mais fotos pra quem quiser se hospedar lá.


HOTEL ILHA DO SOL

Fachada do Hotel Ilha do Sol


Vista na frente do hotel

Salão de recepção e café da manhã

Área interna com garagem


Apartamentos estilo chalés


Suite com cama de casal e de solteiro


Suite para casal

Suite 102 à 106 casal com beliche para grande família ou grupo de amigos

Nós queríamos ficar mais dias no hotel, mas sem carro não tem condições de explorar a cidade. Estávamos insatisfeitos por esse motivo mesmo.


Na pista logo a frente tem uma parada para o ônibus e é um local de fácil acesso as principais praias. Os ônibus comuns que transitam para as praias circulam de 20 em 20 minutos, dependendo da temporada o tempo de espera pode ser menor.


O ônibus interurbano que nós viemos não nos deixou na praia do Atalaia, tivemos que descer na Avenida Dr. Miguel Santa Brigida e pegar um outro ônibus para chegar ao hotel e a praia também.


Nós fomos na baixa temporada antes de um feriado prolongado. Então, nós decidimos mudar de hotel, para facilitar nossa estadia e aproveitar bastante o momento na lá. Não que o hotel não fosse bom, mas pela distância até a praia. Nós queríamos ficar mais tempo na água, aproveitar mais a praia e curtir mais sol e mar, conhecer outros lugares também, outras pousadas e outros hotéis para compartilhar aqui tudo com vocês. Nossa experiência em mais de um hotel em Salinas era justamente pra mostrar pra vocês a realidade dos hotéis, restaurantes e as praias.


Bom, passamos três dias no hotel Ilha do Sol e fomos para o Pousada Dunas. Na pousada fomos muito bem recebido pela atendente, diferente de outros hotéis, a pousada Dunas é um ambiente simples mas acolhedor, ambiente super aconchegante, sem falar nos quartos que são enormes e possui uma cama de casal e outra de solteiro. Nós ficamos neste hotel porque fomos muito bem recebidos e fica próximo da praia. Queríamos tanto ter aquele contato direto com a praia e a pousada Dunas nos proporcionou isso. Estávamos num ambiente mais simples mas estávamos felizes de poder estar mais próximo da praia, com aproximadamente 10 minutos ou até menos. Estamos compartilhando pois nós estivemos realmente nesses locais para conhecer mais a cidade e suas belezas. Boa gente! gostamos tanto do hotel Dunas que só voltamos porque o Jerome precisava viajar e ele já tinha comprado a passagem de volta. Queríamos ficar dois dias lá e ficamos 4 dias aproveitando o máximo Salinas.


Então você pode estar pensando porque vocês não escolheram ficar na pousada Dunas logo quando chegaram na cidade. Porque a comunicação com a pousada Dunas é difícil, esta é a desvantagem desta pousada,  nós ligamos para a pousada, mas não conseguimos falar com ninguém de lá.  O site estava desativado no momento e não conseguimos se comunicar mesmo.


As dependências da pousada são muito boas, com escadas para subir ao andar superior e garagens para estacionar carros ou motos. Não possui piscina e nem disponibiliza restaurante, somente café da manhã. Nos sentimos mais a vontade nesta pousada, por ser uma pousada mais acolhedora. Na verdade, eu não tenho muito do que reclamar dessa pousada, adorei passar meu tempo lá e se fosse pra voltar novamente eu ficaria lá de novo. Claro que o atendimento nas pequenas pousadas precisam melhorar muito, não só em Salinas como em outros lugares no Pará. Nosso quarto era de frente para rua principal que dava acesso às principais praias de Salinópolis, como a Praia do Farol Velho  e Praia do Atalaia.


No quarto que nós ficamos,  tinha banheiro amplo com chuveiro, pia e vaso sanitário tudo lajotado.  No quarto havia uma sacada individual que fazia frente pra rua, frigobar, central de ar condicionado, duas camas, uma de casal  e outra de solteiro. Uma estante enorme pra acomodação de objetos e acessórios, uma mesa na área externa da sacada.
Um corredor que fazia frente para interior do hotel servindo também de sacada. O que nós não gostamos foi que quando chovia molhava a janela e entrava água pela janela do quarto e a sacada ficava toda molhada também. Mas nada tão assustador quanto um tsunami. As janelas são de vidro com madeira e a água da chuva entrava pela janela, e molhava o chão, com a força da chuva, molhou a cama de solteiro. O melhor quarto eram os dois quartos que fazem frente pra rua principal. Todos os quartos de cima tem sacada mas fazem frente para a garagem da pousada.



Gente,  eu adorei muito a hospedagem, mesmo sendo simples, outra fato que aconteceu, foi que nós chegamos na baixa temporada com transição para alta temporada. Até o período do feriado, vimos os dois lados da praia de Salinas, a parte em que as praias estavam pouco movimentadas e outra parte que as praias estavam lotadas, vimos a migração e o movimento da cidade antes, durante e depois do feriado, isso foi demais. Outro fato interessante que nos surpreendeu foi que na noite do dia do feriado Salinas estava lotada de turistas, cada um traz seu carro e a disputa é quem tem o som mais potente, então, optar pelos dois quartos da frente em temporadas altas, você precisa saber logo que não vai descansar nenhum minuto, pois parece que a caixa de som esta no quarto e não na rua. Pra quem quer ir pra dormir a pior coisa é ficar nos primeiros quartos da Pousada Dunas. Melhor mesmo é se arrumar e se juntar com eles também.

Mesmo sendo pouco tempo para planejarmos a viagem a Salinas, nós tivemos visitando alguns hotéis e gostaríamos muito de compartilhar aqui.

Nós estivemos visitando algumas pousadas, foi visita rápida, algumas nós não conseguimos entrar, pois, não tínhamos permissão para filmar e fotografar dentro e só conseguimos fotografar externamente, gente eu estou contando aqui minha experiência sobre pousadas porque realmente é difícil encontrar gente falando verdadeiramente dos locais que ficaram hospedados e suas experiências, e as vezes o que pode ser bom e legal pra mim não é bom pra vocês. Então, com as fotos e filmagens que eu tenho, vocês podem tirar suas próprias conclusões baseado nisso.


Vou listar alguns hotéis e outros eu vou falar mais especificamente, pois tivemos liberdade pra conhecer melhor, vou listar dos melhores para os piores em todos os termos e de acordo com minha experiência em cada um deles.


Primeiramente apesar de eu não ter ficado no Hotel Atalaia Inn, foi um hotel que nos atendeu muito bem, pois paramos lá para almoçarmos antes de voltarmos pra Belém, a estrutura do hotel é muito boa, quanto ao nosso atendimento foi muito agradável, é  um hotel mais sofisticado em plena Praia do Farol Velho. Deste formato de hotéis são muito comuns por aqui, mas como tudo tem seu preço e os preços não são tão caros se comparados com o que eles oferecem. Se eu fosse optar mais uma vez por ficar em um hotel, eu ficaria sem dúvida no Hotel Atalaia Inn, recomendo demais, o local possui quartos sofisticados. Na realidade, esse hotel fica lotado na alta temporada, e quem se hospeda aqui são pessoas de classe alta e turistas de outros países principalmente, pois quando chegamos, encontramos 3 pessoas da Austrália lá, eles foram muito simpáticos conosco, nativos de Belém do Pará. O nível de pessoas são outro, para quem gosta de glamour e espaços mais reservados. O bom do hotel é que tem vista pra praia do Farol Velho, e uma praia mais reservada e possui menos pessoas.


Segue algumas fotos abaixo:

Hotel Atalaia Inn


Vista do Hotel Atalaia Inn


Área interna do hotel


Corredor do andar superior do hotel

Apartamento Standart com cama de casal e de solteiro

Apartamento com cama de casal e de solteiro
Suite dupla com dois  andares, um térreo e um no andar superior com sacada e vista beira mar.



Andar superior da suíte 
Vista da suíte beira mar


A Pousada Dunas como já falei, fica em segundo lugar apesar de sua simplicidade e aconchego, coloco ela em segundo lugar pois estivemos lá por três dias seguidos e na verdade não queríamos voltar mais pra Belém. Kkkk. Como já citei anteriormente, a pousadas Dunas possui uma excelente localização com uma boa estrutura de quartos para solteiros, casais e famílias. A vantagem é que ela possui quartos amplos e confortáveis com ar-condicionado, frigobar e TV de Led, sacada de frente para rua principal e o que não podia deixar de citar é a conexão Wifi muito boa, eles aceitam cartão de crédito Visa e Mastercard, camas para casal e solteiro. Aproximadamente 10 minutos da praia do Atalaia e 20 minutos da praia do Farol Velho andando. Excelente café da manhã e grátis. A desvantagem é que apesar que eu não gosto de piscina, eu acho que a pousada Dunas deveria ter uma área com piscina, área de lazer. Segue abaixo algumas fotos:

Pousada Dunas

Frente da Pousada Dunas


Área interna da garagem


Rua principal




A Pousada Ilha do Sol é muito confortável! É pra aquelas pessoas que levam suas famílias e querem curtir a piscina e conforto ao mesmo tempo. Possui quartos desde os mais simples aos mais confortáveis e dos mais baratos aos mais caros. Bom ficamos num apartamento com TV analógica, frigobar, ar-condicionado, banheiros e uma cama de casal, com café da manhã grátis. Não possui restaurante mas tem uma loja de conveniência na área de lazer da pousada e balanços para crianças brincarem.



Segue abaixo fotos de outras pousadas e hotéis que nós conseguimos tirar fotos só pela parte externa para mostrar mais opções de escolhas, algumas fotos possui o contato da pousada ou do hotel e quem tiver interesse é só ligar diretamente para o contato telefônico deles. Algumas dúvidas e sugestões sobre locais que você gostaria de ficar mas precisa daquela forcinha de alguém que já visitou e conhece essa região de Salinas é só deixar seus comentários abaixo que com certeza responderemos em breve. 

Essas são minhas conclusões do que eu vivi em Salinas em alguns hotéis, críticas ou sugestões por gentileza deixar nos comentários abaixo, teremos um prazer em respondê-los. E se quiser conhecer mais sobre pousadas e hotéis em Salinas no Pará é so se inscrever no nosso canal no youtube Brasil 2 Brazil Travel.




Próximo a orla do Maçarico

Estrada do Atalaia, próximo a praia do Atalaia


Estrada do Atalaia, próximo a praia do Atalaia







quinta-feira, 29 de junho de 2017

Festa Junina - Vem dançar com o Arraial do Pavulagem no Pará!



Mês de junho é o mês de festas juninas em todo o Brasil, cada estado tem seu diferencial na hora de fazer sua festa.  E além de possuir uma grande programação voltada para o mês junino, as pessoas também casam de mentirinha e algumas casam de verdade como celebração do casamento com direito a  fogueira no clima temático da festa,  outras fazem festas de aniversário com o tema Junino, e aonde você estiver tem sempre uma comida típica da festa juninas e bandeirinhas por todo lado. A festa é estilo caipira, as mulheres usam vestidos bem coloridos e  os homens usam camisa xadrez.  Há apresentação de quadrilhas e muita comida, é tradição fazer fogueira e bastante comidinhas tipicas de festa junina.







No segundo mês de junho, o Arraial do Pavulagem arrasta os visitantes pelas ruas de Belém começando pela Estação das Docas e percorrendo a Avenida Presidente Vargas com ritmos do carimbó e danças regionais. A festa é uma das mais tradicionais em Belém e atrai muitas pessoas para dançar ao som de músicas do carimbó. A programação é gratuita e se você quiser contribuir comprando artigos típicos juninos lembranças do Arrastão do Pavulagem.


Pernas de pau, chapéu de palha com fitas coloridas e  olha o boi! Todos atrás de diversão e alegria que contagia a principal avenida de Belém.

E não falta criatividade pra atrair mais alegria pelas ruas, algumas pessoas aproveitam para ganhar um trocado e vender artigos típicos do arrastão, como chapéu de palha e brindes do boi.

Crianças, jovens, adultos e idosos participam do evento todos os anos, e Belém fica mais alegre e colorida.

A festa só termina por volta do 12:00h com parada na Praça da República e um palco para animar as pessoas.

Um detalhe importante é antes de entrar no Arrastão, se aqueça antes e treine os passos devagar pegando o gingado do Arraial do Pavulagem.  Mas se não souber dançar é só enrolar os passos e seguir em frente!








quarta-feira, 7 de junho de 2017

O Canto e o Encanto da Ilha dos Papagaios no Pará.

O canto e o encanto  da Ilha dos Papagaios no Pará.



Saindo um pouco da rotina, diferente de tudo que eu já havia feito em vários passeios  pelo #Pará. Fiquei curiosa e muito ansiosa para experimentar este passeio da Amazon Star Turismo. Já havia passeado de barco pela Ilha de #Cotijuba, minha queridinha, claro! Mas parece que esse passeio prometia muita atração e diversão, algo me dizia que seria fonomenal!



Bom, nem dormirmos ansiosos para que a hora chegasse e pudessemos aproveitar bastante tudo. Acordamos cedo, mais ou menos as 3 horas da madrugada, antes que o sono pesado pudesse nos encontrar, saímos de #Belém para presenciar o nascer do sol em uma das ilhas mais fantásticas do estado do Pará. Como a distância entre o município de Ananindeua e Belém é longe, saímos cedo para não perdemos o barco. O trânsito na madrugada de Belém foi tranquilo e mais rápido do que durante o dia. Optamos por um táxi, que custou aproximadamente R$ 60 reais até o trapiche da Avenida Bernardo Saião, ponto de partida dos barcos da Amazon Star Turismo. Enquanto o povo dormia, estávamos nós atravessando caminhos para chegarmos no local, onde ficam estacionados os barcos.



Bom gente! Essa não foi uma missão tão fácil, despertar nesse horário para um passeio , foi uma tarefa extremamente difícil e preguiçosa, mas encaramos numa boa como bons aventureiros, eu, meu noivo Jerome Shaw e meu cunhadinho Arthur Valente.



Eu estava bem acompanhada de dois profissionais com vasta experiência em #fotografia e blogueiros de viagens. De um lado, o fotógrafo brasileiro Arthur Valente, profissional extremamente dedicado a área fotográfica e com uma ampla carreira consolidada no mercado brasileiro e apaixonado pela arte de fotografar, ele está sempre em busca de inovações para o seu trabalho e  logo aceitou nosso convite em participar desse projeto no Brasil 2 Brazil Travel na Ilha dos Papagaios. De outro lado, o #Blogger e Fotógrafo Jerome Shaw, apaixonado por viagens e culinária, editor do blog Travel Boldly e totalmente dedicado a influência digital, em seu currículo, coleciona viagens fantásticas a vários lugares do mundo, inclusive o Brasil.

Nosso primeiro passeio a uma ilha rodeada de papagaios. Esse passeio prometia!
Chegamos aonde o barco estava estacionado e aguardamos para esperar outros estrangeiros que vinham para o passeio também. Não te falei que estávamos ansiosos, verdade! Chegamos cedo demais e aguardávamos a chegada dos outros #turistas.



Apesar de eu estar protegida por blazer, casaco, eu estava sentindo muito frio, até o Jerome estava com frio e a cara toda amassada de sono, eu pedia a ele que me protegesse do frio, Arthur também estava com frio mas esqueceu a  morena dele em casa. Kkkk...É muito romântico também fazer esses passeios pela Amazon Star Turismo durante a noite, o clima friozinho, um passeio com  essa harmonia, sempre com uma boa companhia, eu sinceramente adorei e já estou planejando o próximo passeio por esses lados, fica a dica! Está pode ser uma dica muito legal para o dia dos namorados! O que vocês acham? A madrugada estava silenciosa e não conseguíamos ver  além do céu cheio de estrelas e ouvir os barulhos das águas. Finalmente o pessoal chegou para começarmos nosso passeio, estavam presentes alguns espanhóis, americanos e eu e Arthur do Brasil e algumas crianças. Foi muito divertido esse passeio e as crianças estavam tão animadas com tudo e muito curiosas também. No inicio todos pareciam muito tímidos e curiosos. Mas durante o passeio, fomos nos soltando um pouco.



O barco iniciava sua jornada 4 horas da madrugada com destino a ilha dos Papagaios e estava tudo escuro, mal conseguíamos ver os rostos das pessoas e só havia a guia turista falando e o que se via era a imensidão das águas  e o imenso rio rodeados de florestas virgens.

Como haviam muitos estrangeiros a bordo e todos sabiam a língua inglesa, ela falava em inglês todo o percurso da viagem.



Paramos até a Ilha dos Papagaios, a espera do momento mais esperado naquele instante. Momento em que todos os olhos de vários cantos do mundo, olhavam para um só local, a Ilha dos Papagaios, mesmo sem podermos enchegar nada e nem fazer barulho, pois o espetáculo divino da natureza dentro de um cenário natural na ilha do Combu, precisava de tempo e no momemto certo, realizaria o seu show! Nós também aguardávamos ansiosos por este  momento. Estava tudo muito silencioso para não acordarmos os papagaios. Eram aproximadamente as 5 horas da manhã e aos poucos o sol raiava para um novo dia, em meio a um cenário exuberante atrás da Baía do Guamá. Os papagaios estavam saindo de seu habitat para começarem suas jornadas novamente. Aos poucos ouvimos barulhos, Todos os dias os papagaios fazem esse mesmo percurso. O céu esverdeou-se de papagaios e somente escutávamos os sons deles cantando alegres, partindo para seus destinos, acompanhados de seus familiares. O dia continuava muito alegre e fantástico, pois eu sabia que os papagaios também possuem sua missão na terra e as executam com perfeição. Alguns sozinhos e outros acompanhados de suas companheiras ou famílias. Eles voavam próximo do barco e o que se podia perceber a motivação e alegria de cada um começando um novo dia, podíamos sentir a energia da natureza que eles nos transmitiam e nos transformava ali naquele momento, talvez no momento do espetáculo natural dos papagaios' alguém parou para pensar na sua vida também, eu fiquei imaginando o qual glorioso é Deus de nos preparar tamanha surpresa, foi muita emoção! Eu não sabia  para onde eles estavam indo ou o que iam fazer, eles acordaram muito cedo e deveriam ter muito trabalho pela frente. Eu estava um pouco receiosa que alguns deles poderiam me batizar com caquinhas na minha cabeça. É muito emocionante amanhecer ao som dos papagaios e a beira de uma maravilhosa paisagem ao nosso redor, aos poucos o sol raiava mostrando um novo olhar no céu e Deus sempre perfeito em suas molduras e suas obras. Quando os papagaios sairão todos de seus sonos noturnos e percorreram atrás de seus afazeres, nós fomos em um restaurante a beira da baia para tomar aquele maravilhoso café paraense na Ilha do Combu. É um restaurante, em estilo rústico de madeira, muito típico dos povos ribeirinhos que vivem a margem do rio Guamá e do outro lado de Belém, logo ali, eles serviram cuzcuz com coco, tapioca, bolo, café com leite, frutas, um banquete de dar água na boca, num estilo simples e bem regional. O café da manhã, fazia parte também do pacote turístico da Amazon Star Turismo, o valor desse pacote custa em média R$ 150,00 Reais, aproximadamente $ 50 dólares.



Uma observação a fazer, em volta do restaurante havia um rio e é muito perigoso deixar as crianças brincando sem um cuidado de um adulto, para não tomarem um baita banho nas águas e estragar seu passeio.  Crianças são experientes em fazerem artes. Após termos enchido a pança, saímos para fazermos uma trilha na ilha do Ácara, próximo da Ilha dos Papagaios e para conhecermos algumas espécies da Amazônia. Agora sim estávamos bem preparados para enfrentar muita caminhada, e ansiosos para saber o que a floresta tinha para nos surpreender. Logo na chegada para explorarmos a Ilha do Combu à pé, paramos em um trapiche, lá mesmo tem uma casa artesanal que vendem artesanatos, doces, açai, sementes de cacau, castanha do Pará e outros artesanatos. Estávamos preparados em uma trilha ecológica  e nos surpreendia a cada passo que nós avançavamos, conhecer aquela região pra mim foi demais, porque você volta pra casa rico em cultura, em conteúdo e vivência a vida dos ribeirinhos de perto.




Nós podíamos observar que a maioria das casas ao redor são de madeiras, imagine o frio que deve fazer a noite, nem precisava de ar-concionado. O sol estava muito ofegante e estávamos usando bastante filtro solar ou protetor solar, nessas trilhas a céu aberto, onde você vai conhecer a floresta o aconselhável é passar bastante protetor solar devido o sol castigar bastante. O usos de óculos escuros, bonés, chapéu, tênis e calças compridas, é umas das mais  importantes dicas para quem gosta de fazer esses passeios, pois nas florestas podemos encontrar de tudo.




Seguindo a trilha, podíamos conhecer várias árvores nativas da Amazônia, encontramos o urucu, uma espécie de colorante natural, que é muito usado na culinaria paraense para dar cor aos alimentos e dar um sabor também, muito usado por pessoas do interior de Belém nos alimentos. eu costumo usar o urucu nos alimentos sendo mais natural e saudável. os índios também o utilizam para pintar o corpo e os rostos.

Algumas pausas para fotos e sequencias de imagens e a ajuda das  paisagens foi essencial para nossas fotos deixando ainda melhor num toque natural.



Muito difícil encontrar por aqui carros, mas não é nada raro, o que se via nas frentes das casas eram barcos e canoas , as pessoas que tem mais condições financeiras no local, compram barcos para pescar ou fazer  o transporte de suas famílias, pois depender de embarcações seria um caminho mais demorado, para quem mora nessas regiões ribeirinhas, algumas casas muito bem trabalhadas faziam um contraste perfeito com a exuberância da paisagem natural, algumas até me fez lembrar de algumas pinturas em telas que retratam muito bem essas regiões da amazônia e a situação dos ribeirinhos no Pará. Também, faziam-me lembrar algumas músicas populares, como "Esse rio é minha rua" de um cantor paraense, enfatizando ainda mais a realidade dos ribeirinhos, que moram a margem dos rios. Um cenário nada comum diferente de tudo que vemos nas grandes cidades e eu só imaginava a dificuldade desse povo para sustentar suas famílias dependendo da natureza como sendo seu ganha pão. É muito comum as crianças com aproximadamente 5 anos de idade remando uma canoa e eu aqui que nem sei nadar, imagine remar, algumas crianças nem conhecem as tecnologias como tablets, celulares e smartphones. O maior divertimento delas é nadar no rio ou remar canoa. Lembrando também uma realidade muito comum de crianças que morrem por afogamentos nesses rios, ou escalpelamento. Elas deveriam ser acompanhadas por um adulto, mas a realidade na verdade é que muitas crianças ajudam os pais no sustento da família pescando. Algumas residencias nas áreas ribeirinhas não usam máquinas de lavar ou de secar roupas, aproveita-se o sol durante o dia todo para secar as roupas no varal, um fio que amarra de uma ponta a outra para pendurar as roupas molhadas, as roupas sujas são lavadas na beira do rio mesmo ou em giral de madeira. A população vive como pode e mesmo sendo uma região tão perto de Belém, são povos esquecidos pelo poder público, nem água potável eles possuem para beber. Por um lado vemos o encanto da Ilha e por outro a dura realidade dos ribeirinhos do Pará.





Você nem vai acreditar mas eu sempre olhava para os açaizeiros, que havia em grande quantidades nesse passeio ao redor do rio e nas florestas, a mina de ouro dos paraenses possuem em grandes quantidades nas florestas amazônicas, o Açaí.

Um senhor nativo destas regiões ribeirinhas estava ensinando-nos a como tirar a castanha do ouriço da castanha do Pará. O ouriço é um protetor das amêndoas da castanha onde é dificilmente rompido e tem ter bastante técnica para não se machucar. Além de ser difícil retirar o fruto do ouriço, outra tarefa difícil também é retirar a amêndoa do tegumento da castanha. Existe uma técnica muito usada em Belém para ajudar a retirar a amêndoa da casca da castanha bem menos perigosa do que a forma que o senhor ensinou. Coloque a castanha do Pará em uma flecha de uma porta ou janela, antes de fechar a janela, segure a castanha e vai fechando devagar a porta espere amassar a castanha e fazer um pequeno barulho "trak" mais ou menos, e retire a para abrir a castanha com uma faca. O ouriço da castanha do Pará fica bem guardado e esconde um delicioso fruto, tem que ter muita prática  e técnica para abrir o fruto e retirá-lo da casca, não é uma tarefa muito fácil, mas vale a pena tanto trabalho. Pois o fruto além de delicioso é muito saudável, dizem que 2 castanhas por dia é essencial para uma alimentação saudável pois é rica em diversas vitaminas.



No local conhecemos um senhor de 90 anos com uma saúde de ferro, deve ser a castanha do Pará, né? aprendemos muito com esse nativo da região algumas técnicas que somente um senhor com essa idade poderia nos ensinar. Estávamos feito Tarzan na Selva.

Muito conhecida somente em livros de historias, precisamente na Época da Belle Epoc. A árvore que rendeu muitos olhares a região do Pará  e trouxe bastante riquezas também pra nossa terra, foi bastante explorada pelos seringueiros na era áurea da borracha, pois extraiam o látex das árvores deixando marcas que até hoje estão guardadas em nossas mémorias. Para quem conhece a historia sabe muito bem que a região do Pará foi bastante explorada nessa época para extração de látex para fabricação das borrachas. Conheci pela primeira vez uma das árvores que foi muito importante para o crescimento histórico e econômico do Pará no avanço do automobilismo.



A árvore da seringueira extraída por seringueiros ao ser cortada ou riscada liberava um líquido pastoso e liguento, o mais cobiçado no mundo inteiro, uma relíquia escondida em meio a floresta da Amazônia. Vimos algumas espécies como bananeiras, açaizeiros e muitas espécies que eu já conhecia. Uma das cenas mais surpreendentes foi ver um senhor de quase 90 anos escalar uma árvore de açaizeiro, com uma precisão e tamanha experiência. Talvez se eu tivesse experimentado subir,  teriam que chamar a ambulância e eu ir direto pro pronto socorro. Preste bastante atenção, as árvores de açaizeiros são longas e bastante finas, quando ele subia, ela    balançava bastante, a impressão de quem esta olhando é que ela vai quebrar e o senhor ia cair a qualquer momento. Ele passou de uma árvore para outra, brincando e ao menos nós esperarmos ele desceu em uma velocidade 100. E estava intacto no chão, digno de muitos aplausos. hehhe!


Foi um show de apresentação que esse senhor de idade mostrou para gringo nenhum colocar defeito. Após esta cena a guia turística convidou alguém para encarar a árvore de açaí. somente o garotinho americano com idade mais ou menos sobre 10 anos  teve coragem e foi corajoso mas não passou do chão.

Encontramos uma aranha perdida, daquelas enormes pretas e cabeludas e fizeram a alegria dos gringos em meio a florestas, e não é que inventaram de colocar na cabeça do Jerome. Ufa! Amor, pensei que teria um infarto, porque eu já estava bem longe dali com medo do bichinho. Afinal animais peçonhentos não fazem minha cabeça.

Na volta, encontramos com um papagaio muito charmoso e bastante colorido que fez a alegria da garotada.

Este passeio de barco leva aproximadamente 4 horas  com saída pela Av. Bernardo Saião, onde saem os barcos da Amazon Star, o passeio é feito na madrugada, leva aproximadamente 20 minutos para chegar na ilha dos papagaios e esperarmos os papagaios acordarem de seus sonos profundos.

Muitas riquezas trouxemos em nossas memorias e experiências marcantes em meio a uma imensidão de culturas e trocas de experiências. Foi um dos passeios muito marcante, cheio de muitas aventuras, trilhas e muitas gargalhadas. Eu estava me sentido muito mais orgulhosa de tanta riqueza do meu estado e a luta pela preservação do nosso ecossistema continua. O Pará é na verdade o pulmão do Brasil e eu sentir-me muito bem protegida pela natureza e seus recursos naturais. O mundo na verdade depende desse pedacinho da natureza que tem sido alvo de muitos desmatamentos e exploração, quem colhe do fruto dificilmente volta novamente a plantar. Usar os recursos naturais moderadamente e com consciência é dever de todos nós.

Toda a equipe do Brasil 2 Brazil e Travel Boldly agradece a oportunidade que nos foi dada e por acreditarem nesse projeto e fazer acontecer, estamos esperando novos convites e novos roteiros para compartilhar ainda mais com nossos leitores.

E não parou por aqui, em nosso canal do Youtube você pode ver mais detalhes em vídeos  dessa aventura na Ilha dos Papagaios. Fique ligado!

Photos  by Jerome Shaw for +Brasil 2 Brazil



terça-feira, 2 de maio de 2017

Por que a Ilha do Combu é o refúgio para os turistas?

Travessia do Rio

Se está pensando em viajar a #Belém e se isolar do mundo, está tarefa é muito fácil. Antes de partir para essa aventura, não se esqueça de pousar no aeroporto internacional de Belém, localizado na Av. Júlio Cesar no bairro Val-de-cans no estado do #Pará.  Para quem não conhece  a cidade, pegue um táxi que custa em torno de R $ 60,00 reais e  em trinta minutos você estará no centro de Belém, onde ficam localizados a Estação das Docas, mercado do Ver-o-peso, Forte do Castelo, Mangal das Garças, Museu Emílio Goeldi  e entre outros pontos turísticos da cidade. Se você esta pensando em fazer muito além do que seus pensamentos desejam encontrar, quer fugir do barulho e da correria da metrópole da Amazônia para cidadezinhas do Pará.  Este aqui é seu lugar! Vamos lá que eu te levo até uma ilha fantástica, pertinho de Belém.

Loja de artesanato


Depois de tanto pesquisar e ouvir sugestões desta ilha,  eu @Brasil2brazil, meu esposo @jeromeshaw  e a  minha irmã @eloizabeckman  resolvemos embarcar  aqui mesmo na Ilha do Combu, tarefa nada fácil, pois éramos marinheiros de primeira viagem, não sei porque mas sempre minhas primeiras viagens me deixam muito ansiosa e um pouco apreensiva. Me enchi de questões para poder responder se eu realmente queria ir conhecer a ilha, não por mim mas pelo Jerome, eu queria muito que ele conhecesse este lugar antes dele ir de volta para sua terra (EUA), fazer e planejar  roteiros diferentes do que eu havia feito antes foi uma tarefa difícil, porque nas regiões em Belém, pelo o que eu conheço não dispõe de Wifi, o que a maioria dos turistas esperam, é o básico pra eles, típico de países de tecnologia de ponta. Belém vem se desenvolvendo aos poucos numa lentidão só.  Mas ir pra uma ilha e se afogar no Wifi, não tem graça nenhuma, eu simplesmente mergulho no lugar e não tenho tanto tempo pra postar, claro que sempre quando eu tenho um tempinho de sobra eu sempre estou atualizando meu Instagram e compartilho tudo com vocês no @Brasil2brazil, isso porque eu gosto do #Instagram para postar fotos, as pessoas interagem mais e participam mais de suas postagens, são gente como a gente, que está por aí perdido em algum lugar do mundo em busca de novidades para compartilhar com seus seguidores. Como eu adoro conhecer novos lugares, cada um mais lindo que o outro, eu acabo perdendo horas do meu tempo trabalhando no Instagram e fazendo mais que um hobby, entreter e curtir  ainda mais juntos com todos que me seguem lá.  A vida de traveler/viajante  é cheia de curiosidades e por mais que você conheça o mundo, sempre tem aquele lugar que você nunca sequer ouviu falar, foi o que aconteceu conosco. Jerome não imaginava que a ilha escondia seus encantos e se apaixonou por esse lugar, não só ele curtiu bastante mas eu e minha irmã também nos divertimos muito nesse pedacinho do paraíso. 

Trilha na floresta 


Antes de tudo, tive que tentar falar com o pessoal do restaurante, eu enviei mensagens pela página deles no Facebook, primeiro enviei pra @saldosamaloca que me informou que deveríamos reservar antes de ir pra lá, eu não sentir muito feedback do restaurante porque eu estava cheia de dúvidas e queria que eles me esclarecessem melhor, fiquei sem resposta e achei melhor procurar outra opção, entrei em contato com o restaurante Solar da Ilha, depois de eu pesquisar muito. Foi o restaurante que mais me deu feedback e eu adoria ter ficado lá, eles tentaram ligar para meu celular, mas não conseguiram, mesmo assim conversei com algum funcionário do restaurante por meio da página de chat do Facebook, desde aí eu já me sentia a vontade com eles, sem mesmo ter ido no local, eles foram muito atenciosos comigo. Eles me informaram o local que eu deveria pegar o barco, me enviaram um mapa informando como chegar até o porto. Desde já eu estou agradecida pela atenção e estou ansioso para  compartilhar com vocês minha experiência no Restaurante Solar da Ilha em breve.

interior da loja de artesanato

Depois de muito procurar restaurantes eu decidir ir ao porto da Praça Princesa Isabel no bairro da Condu, pegar o barco e   partir pra ilha, a viagem do bairro da Campina até ao porto durou em média 10 minutos e custou R $ 20,00 reais depois de muito pinchichar. O motorista não sabia que iria um gringo a bordo, essas é uma das dificuldades de gringos no país, os preços são exorbitantes e eu tenho prova disso, pois eu geralmente negócios os valores para ele. Então, já fui logo percebendo que o lugar para onde eu ia pegar o barco não era tão receptivo para turistas e nem pra o nativo daqui. O motorista me informou para eu não demorar pegar o barco e tomar cuidado com o local, aí eu já comecei a pensar num filme de suspense, todos que eu olhava seriam suspeitos, o jerome carregava máquinas potentes para fotografar, celulares, iPad e   outros matérias para trabalho também,  então eu me preocupei um pouco, só um pouco e quando eu desci do carro eu já disse: corri neguinho, seria a palavra chave para pegarmos o barco logo mas jerome não entendeu muito bem e ficou por ali fotografando e filmando. O que posso falar é que o Porto é perigoso, mesmo tendo um grande fluxo de pessoas partindo para as ilhas, então cuidado nunca é demais.  Parei para falar com um barqueiro que estava esperando passageiros e  perguntei qual o barco ia para Solar da Ilha e o rapaz respondeu, cada um vai pra lugares diferentes, o que eu não tinha percebido é que todos vão com o mesmo itinerário para deixar as pessoas nos restaurantes e com o objetivo de dividir o pão, eles dividem as pessoas por restaurantes para distribuir melhor pacificamente.

Árvore de Samaúma


A passagem custa R$ 5,00 reais por pessoa e você escolhe entre barcos ou lanchas. Fui para ficar no Solar da Ilha, quando cheguei lá,  depois do passeio de barco maravilhoso, eles não tinham vaga disponíveis para manhã, a empresa havia me falado que a tarde seria melhor para conseguir reservar. As vezes as pessoas que vem pela manhã não ficam a tarde. Mas não é muito certo pra conseguir uma vaga no Solar da Ilha. Quando cheguei eu não quis ficar lá, pois eu fui pra almoçar e esperar até a tarde para conseguir vaga eu não sentiria muito bem no momento, resolvi tentar ir no Saldosa Maloca, pois  o guia do barco havia aconselhado lá e ele tinha certeza que lá eles teriam vagas disponíveis naquele horário.  Ambos os restaurantes reservam mesas, é só entrar em contato pelos telefones com atencedência.

Suco de laranja natural

Cheguei no Saldosa Maloca e realmente eles tinham vagas, fui logo verificar se tinha vaga mesmo e marcar local enquanto Eloiza e Jerome registravam tudo em fotos e vídeos.  Entrei e pedi para petiscar um filé da ilha, composto com filé de carne, vinagrete e farofa enquanto esperava o peixe grelhado com arroz e salada. A comida realmente é deliciosa e possui um forte sabor regional. Para drinks pedimos suco de maracujá, laranja e cerveja. Adorei meu suco, apesar de gostar de suco de cupuaçu eu pedi o suco de laranja pois eu estava gripada e eu necessitava de vitamina Carlos naquele momentos. Meus sabores preferidos são o cupuaçu, laranja,  por conter açúcar natural, taperebá, graviola e maracujá. Se eu não conheço o local, eu não atrevo-me a pedir diferentes sabores para eu não ter surpresas desagradáveis. 

Passarela
Enquanto eu  esperava o peixe, eu degustava o filé, só que eu perdi muito tempo esperando ele ficar pronto, pois eu queria ter ido antes na trilha ecológica que eles dispõe nos fundos do restaurante. O restaurante   possui balanço para as crianças, lojas para comprar lembrancinhas, para quem não trouxe o biquini, na loja eles possuem saidas de praias e peças para banho, pois lá possui estrutura para tomar banho no Rio Guamá, eu não tomei banho mas vi as pessoas se divertindo muito no rio. O  rendário para as pessoas descansarem na rede, paga-se R $ 10,00 reais por uma hora e você pode descansar depois de tomar aquele saboros açai. 

a frente da loja de artesanato


Depois de comer o peixe grelhado, formos fazer o pedido do amigo do Jerome para nosso casamento. Eu gostei da idéia pois eu não havia visto nada igual. No envelope ou embalagem possui pedaço de papel vermelho no tamanho quadrado, possui muitos papéis com o mesmo tamanho.  O objetivo é o seguinte: você escreve o que você deseja para seu esposo, pra você ou para seu futuro.  Você pode escrever quantos pedidos você quiser e quantos desejos você queira que se torne verdade. Fizemos um vídeo fazendo esse pedido e o Jerome me ensinou como fazer. Primeiro pegue o pedaço de papel e escreva o seu desejo, pode ser vários num só papel ou em cada pedaço de papel, você decide o melhor, depois você amassa bem  o papel na mão e abra-o para enrolar fazendo um  rolo de papel, depois centralize no papel para base e vá a um local aberto que possua ventilação ou vento e queime o papel antes de queimar sua mão não esqueça de soltar o papel e o seu pedido vai encontrar o seu desejo eu um lugar para ser realizado. Fizemos três vezes, pois cada um fez um pedido especial e as pessoas não estavam entendendo muito bem o que estava acontecendo ali.



Logo depois de saímos para encontrar a tão esperada trilha.  Eles chamam de trilha um espaço atrás do restaurante que possuem várias espécies da Amazônia, como a árvore da Seringueira, a Samaúma, espécies difíceis de serem encontrada em qualquer quintal. Eles possuem várias espécies de árvores num só lugar. A árvore de Cacau, Cupuaçu, Jambo, Açai, Buriti e Bananeira.  O destaque é para a árvore da Samaúma, que é enorme, só a raiz  dela mede em torno de 10 a 15 metros de comprimento ou mais. Só de olhar já tive a vasta idéia que  no total do tronco mede aproximadamente 200 metros quadrados, o equivalente a uma casa simples na área rural e não para por aí, ela possui um gigantesco tronco que você se perde com a imensidão da árvore que mais se parece um Iceberg na floresta amazônica.  Atrás da árvore possui labirintos gigantes que mais parece uma caverna e é muito perigoso encontrar por ali cobras e animais peçonhentos.  O mais apropriado para visitar a trilha é ir com calça comprida jeans e se proteger dos maruins que não são tão amigáveis às pessoas. Levar protetor solar e repelentes é a melhor opção para não voltar com mordidas de insetos. Aproveitei para brincar do desafio de se pendurar na árvore e lembrei do tempo de criança que meu maior desafio era pegar aquela manga madura no quintal da minha vovó e adorava também o desafio de descascar o fruta pão para cozinhar e depois comer no café da tarde.  Saudades dos tempos que o maior desafio era pegar alguma fruta no quintal do vizinho.



A volta pra casa era mais relaxada, depois de  uma maravilhosa tarde na ilha. Tivemos mais adrenalina na volta pra casa ensopados com o toró de chuva, pois viemos na parte detrás do barco , para não perdermos nenhum momento na travessia no Rio Guamá.
Aos poucos nos aproximamos da cidade de Belém e nos despedimos da ilha. Já estamos com saudades!




Barco à vela na ilha do Combu