Translate this website

quarta-feira, 7 de junho de 2017

O Canto e o Encanto da Ilha dos Papagaios no Pará.

O canto e o encanto  da Ilha dos Papagaios no Pará.



Saindo um pouco da rotina, diferente de tudo que eu já havia feito em vários passeios  pelo #Pará. Fiquei curiosa e muito ansiosa para experimentar este passeio da Amazon Star Turismo. Já havia passeado de barco pela Ilha de #Cotijuba, minha queridinha, claro! Mas parece que esse passeio prometia muita atração e diversão, algo me dizia que seria fonomenal!



Bom, nem dormirmos ansiosos para que a hora chegasse e pudessemos aproveitar bastante tudo. Acordamos cedo, mais ou menos as 3 horas da madrugada, antes que o sono pesado pudesse nos encontrar, saímos de #Belém para presenciar o nascer do sol em uma das ilhas mais fantásticas do estado do Pará. Como a distância entre o município de Ananindeua e Belém é longe, saímos cedo para não perdemos o barco. O trânsito na madrugada de Belém foi tranquilo e mais rápido do que durante o dia. Optamos por um táxi, que custou aproximadamente R$ 60 reais até o trapiche da Avenida Bernardo Saião, ponto de partida dos barcos da Amazon Star Turismo. Enquanto o povo dormia, estávamos nós atravessando caminhos para chegarmos no local, onde ficam estacionados os barcos.



Bom gente! Essa não foi uma missão tão fácil, despertar nesse horário para um passeio , foi uma tarefa extremamente difícil e preguiçosa, mas encaramos numa boa como bons aventureiros, eu, meu noivo Jerome Shaw e meu cunhadinho Arthur Valente.



Eu estava bem acompanhada de dois profissionais com vasta experiência em #fotografia e blogueiros de viagens. De um lado, o fotógrafo brasileiro Arthur Valente, profissional extremamente dedicado a área fotográfica e com uma ampla carreira consolidada no mercado brasileiro e apaixonado pela arte de fotografar, ele está sempre em busca de inovações para o seu trabalho e  logo aceitou nosso convite em participar desse projeto no Brasil 2 Brazil Travel na Ilha dos Papagaios. De outro lado, o #Blogger e Fotógrafo Jerome Shaw, apaixonado por viagens e culinária, editor do blog Travel Boldly e totalmente dedicado a influência digital, em seu currículo, coleciona viagens fantásticas a vários lugares do mundo, inclusive o Brasil.

Nosso primeiro passeio a uma ilha rodeada de papagaios. Esse passeio prometia!
Chegamos aonde o barco estava estacionado e aguardamos para esperar outros estrangeiros que vinham para o passeio também. Não te falei que estávamos ansiosos, verdade! Chegamos cedo demais e aguardávamos a chegada dos outros #turistas.



Apesar de eu estar protegida por blazer, casaco, eu estava sentindo muito frio, até o Jerome estava com frio e a cara toda amassada de sono, eu pedia a ele que me protegesse do frio, Arthur também estava com frio mas esqueceu a  morena dele em casa. Kkkk...É muito romântico também fazer esses passeios pela Amazon Star Turismo durante a noite, o clima friozinho, um passeio com  essa harmonia, sempre com uma boa companhia, eu sinceramente adorei e já estou planejando o próximo passeio por esses lados, fica a dica! Está pode ser uma dica muito legal para o dia dos namorados! O que vocês acham? A madrugada estava silenciosa e não conseguíamos ver  além do céu cheio de estrelas e ouvir os barulhos das águas. Finalmente o pessoal chegou para começarmos nosso passeio, estavam presentes alguns espanhóis, americanos e eu e Arthur do Brasil e algumas crianças. Foi muito divertido esse passeio e as crianças estavam tão animadas com tudo e muito curiosas também. No inicio todos pareciam muito tímidos e curiosos. Mas durante o passeio, fomos nos soltando um pouco.



O barco iniciava sua jornada 4 horas da madrugada com destino a ilha dos Papagaios e estava tudo escuro, mal conseguíamos ver os rostos das pessoas e só havia a guia turista falando e o que se via era a imensidão das águas  e o imenso rio rodeados de florestas virgens.

Como haviam muitos estrangeiros a bordo e todos sabiam a língua inglesa, ela falava em inglês todo o percurso da viagem.



Paramos até a Ilha dos Papagaios, a espera do momento mais esperado naquele instante. Momento em que todos os olhos de vários cantos do mundo, olhavam para um só local, a Ilha dos Papagaios, mesmo sem podermos enchegar nada e nem fazer barulho, pois o espetáculo divino da natureza dentro de um cenário natural na ilha do Combu, precisava de tempo e no momemto certo, realizaria o seu show! Nós também aguardávamos ansiosos por este  momento. Estava tudo muito silencioso para não acordarmos os papagaios. Eram aproximadamente as 5 horas da manhã e aos poucos o sol raiava para um novo dia, em meio a um cenário exuberante atrás da Baía do Guamá. Os papagaios estavam saindo de seu habitat para começarem suas jornadas novamente. Aos poucos ouvimos barulhos, Todos os dias os papagaios fazem esse mesmo percurso. O céu esverdeou-se de papagaios e somente escutávamos os sons deles cantando alegres, partindo para seus destinos, acompanhados de seus familiares. O dia continuava muito alegre e fantástico, pois eu sabia que os papagaios também possuem sua missão na terra e as executam com perfeição. Alguns sozinhos e outros acompanhados de suas companheiras ou famílias. Eles voavam próximo do barco e o que se podia perceber a motivação e alegria de cada um começando um novo dia, podíamos sentir a energia da natureza que eles nos transmitiam e nos transformava ali naquele momento, talvez no momento do espetáculo natural dos papagaios' alguém parou para pensar na sua vida também, eu fiquei imaginando o qual glorioso é Deus de nos preparar tamanha surpresa, foi muita emoção! Eu não sabia  para onde eles estavam indo ou o que iam fazer, eles acordaram muito cedo e deveriam ter muito trabalho pela frente. Eu estava um pouco receiosa que alguns deles poderiam me batizar com caquinhas na minha cabeça. É muito emocionante amanhecer ao som dos papagaios e a beira de uma maravilhosa paisagem ao nosso redor, aos poucos o sol raiava mostrando um novo olhar no céu e Deus sempre perfeito em suas molduras e suas obras. Quando os papagaios sairão todos de seus sonos noturnos e percorreram atrás de seus afazeres, nós fomos em um restaurante a beira da baia para tomar aquele maravilhoso café paraense na Ilha do Combu. É um restaurante, em estilo rústico de madeira, muito típico dos povos ribeirinhos que vivem a margem do rio Guamá e do outro lado de Belém, logo ali, eles serviram cuzcuz com coco, tapioca, bolo, café com leite, frutas, um banquete de dar água na boca, num estilo simples e bem regional. O café da manhã, fazia parte também do pacote turístico da Amazon Star Turismo, o valor desse pacote custa em média R$ 150,00 Reais, aproximadamente $ 50 dólares.



Uma observação a fazer, em volta do restaurante havia um rio e é muito perigoso deixar as crianças brincando sem um cuidado de um adulto, para não tomarem um baita banho nas águas e estragar seu passeio.  Crianças são experientes em fazerem artes. Após termos enchido a pança, saímos para fazermos uma trilha na ilha do Ácara, próximo da Ilha dos Papagaios e para conhecermos algumas espécies da Amazônia. Agora sim estávamos bem preparados para enfrentar muita caminhada, e ansiosos para saber o que a floresta tinha para nos surpreender. Logo na chegada para explorarmos a Ilha do Combu à pé, paramos em um trapiche, lá mesmo tem uma casa artesanal que vendem artesanatos, doces, açai, sementes de cacau, castanha do Pará e outros artesanatos. Estávamos preparados em uma trilha ecológica  e nos surpreendia a cada passo que nós avançavamos, conhecer aquela região pra mim foi demais, porque você volta pra casa rico em cultura, em conteúdo e vivência a vida dos ribeirinhos de perto.




Nós podíamos observar que a maioria das casas ao redor são de madeiras, imagine o frio que deve fazer a noite, nem precisava de ar-concionado. O sol estava muito ofegante e estávamos usando bastante filtro solar ou protetor solar, nessas trilhas a céu aberto, onde você vai conhecer a floresta o aconselhável é passar bastante protetor solar devido o sol castigar bastante. O usos de óculos escuros, bonés, chapéu, tênis e calças compridas, é umas das mais  importantes dicas para quem gosta de fazer esses passeios, pois nas florestas podemos encontrar de tudo.




Seguindo a trilha, podíamos conhecer várias árvores nativas da Amazônia, encontramos o urucu, uma espécie de colorante natural, que é muito usado na culinaria paraense para dar cor aos alimentos e dar um sabor também, muito usado por pessoas do interior de Belém nos alimentos. eu costumo usar o urucu nos alimentos sendo mais natural e saudável. os índios também o utilizam para pintar o corpo e os rostos.

Algumas pausas para fotos e sequencias de imagens e a ajuda das  paisagens foi essencial para nossas fotos deixando ainda melhor num toque natural.



Muito difícil encontrar por aqui carros, mas não é nada raro, o que se via nas frentes das casas eram barcos e canoas , as pessoas que tem mais condições financeiras no local, compram barcos para pescar ou fazer  o transporte de suas famílias, pois depender de embarcações seria um caminho mais demorado, para quem mora nessas regiões ribeirinhas, algumas casas muito bem trabalhadas faziam um contraste perfeito com a exuberância da paisagem natural, algumas até me fez lembrar de algumas pinturas em telas que retratam muito bem essas regiões da amazônia e a situação dos ribeirinhos no Pará. Também, faziam-me lembrar algumas músicas populares, como "Esse rio é minha rua" de um cantor paraense, enfatizando ainda mais a realidade dos ribeirinhos, que moram a margem dos rios. Um cenário nada comum diferente de tudo que vemos nas grandes cidades e eu só imaginava a dificuldade desse povo para sustentar suas famílias dependendo da natureza como sendo seu ganha pão. É muito comum as crianças com aproximadamente 5 anos de idade remando uma canoa e eu aqui que nem sei nadar, imagine remar, algumas crianças nem conhecem as tecnologias como tablets, celulares e smartphones. O maior divertimento delas é nadar no rio ou remar canoa. Lembrando também uma realidade muito comum de crianças que morrem por afogamentos nesses rios, ou escalpelamento. Elas deveriam ser acompanhadas por um adulto, mas a realidade na verdade é que muitas crianças ajudam os pais no sustento da família pescando. Algumas residencias nas áreas ribeirinhas não usam máquinas de lavar ou de secar roupas, aproveita-se o sol durante o dia todo para secar as roupas no varal, um fio que amarra de uma ponta a outra para pendurar as roupas molhadas, as roupas sujas são lavadas na beira do rio mesmo ou em giral de madeira. A população vive como pode e mesmo sendo uma região tão perto de Belém, são povos esquecidos pelo poder público, nem água potável eles possuem para beber. Por um lado vemos o encanto da Ilha e por outro a dura realidade dos ribeirinhos do Pará.





Você nem vai acreditar mas eu sempre olhava para os açaizeiros, que havia em grande quantidades nesse passeio ao redor do rio e nas florestas, a mina de ouro dos paraenses possuem em grandes quantidades nas florestas amazônicas, o Açaí.

Um senhor nativo destas regiões ribeirinhas estava ensinando-nos a como tirar a castanha do ouriço da castanha do Pará. O ouriço é um protetor das amêndoas da castanha onde é dificilmente rompido e tem ter bastante técnica para não se machucar. Além de ser difícil retirar o fruto do ouriço, outra tarefa difícil também é retirar a amêndoa do tegumento da castanha. Existe uma técnica muito usada em Belém para ajudar a retirar a amêndoa da casca da castanha bem menos perigosa do que a forma que o senhor ensinou. Coloque a castanha do Pará em uma flecha de uma porta ou janela, antes de fechar a janela, segure a castanha e vai fechando devagar a porta espere amassar a castanha e fazer um pequeno barulho "trak" mais ou menos, e retire a para abrir a castanha com uma faca. O ouriço da castanha do Pará fica bem guardado e esconde um delicioso fruto, tem que ter muita prática  e técnica para abrir o fruto e retirá-lo da casca, não é uma tarefa muito fácil, mas vale a pena tanto trabalho. Pois o fruto além de delicioso é muito saudável, dizem que 2 castanhas por dia é essencial para uma alimentação saudável pois é rica em diversas vitaminas.



No local conhecemos um senhor de 90 anos com uma saúde de ferro, deve ser a castanha do Pará, né? aprendemos muito com esse nativo da região algumas técnicas que somente um senhor com essa idade poderia nos ensinar. Estávamos feito Tarzan na Selva.

Muito conhecida somente em livros de historias, precisamente na Época da Belle Epoc. A árvore que rendeu muitos olhares a região do Pará  e trouxe bastante riquezas também pra nossa terra, foi bastante explorada pelos seringueiros na era áurea da borracha, pois extraiam o látex das árvores deixando marcas que até hoje estão guardadas em nossas mémorias. Para quem conhece a historia sabe muito bem que a região do Pará foi bastante explorada nessa época para extração de látex para fabricação das borrachas. Conheci pela primeira vez uma das árvores que foi muito importante para o crescimento histórico e econômico do Pará no avanço do automobilismo.



A árvore da seringueira extraída por seringueiros ao ser cortada ou riscada liberava um líquido pastoso e liguento, o mais cobiçado no mundo inteiro, uma relíquia escondida em meio a floresta da Amazônia. Vimos algumas espécies como bananeiras, açaizeiros e muitas espécies que eu já conhecia. Uma das cenas mais surpreendentes foi ver um senhor de quase 90 anos escalar uma árvore de açaizeiro, com uma precisão e tamanha experiência. Talvez se eu tivesse experimentado subir,  teriam que chamar a ambulância e eu ir direto pro pronto socorro. Preste bastante atenção, as árvores de açaizeiros são longas e bastante finas, quando ele subia, ela    balançava bastante, a impressão de quem esta olhando é que ela vai quebrar e o senhor ia cair a qualquer momento. Ele passou de uma árvore para outra, brincando e ao menos nós esperarmos ele desceu em uma velocidade 100. E estava intacto no chão, digno de muitos aplausos. hehhe!


Foi um show de apresentação que esse senhor de idade mostrou para gringo nenhum colocar defeito. Após esta cena a guia turística convidou alguém para encarar a árvore de açaí. somente o garotinho americano com idade mais ou menos sobre 10 anos  teve coragem e foi corajoso mas não passou do chão.

Encontramos uma aranha perdida, daquelas enormes pretas e cabeludas e fizeram a alegria dos gringos em meio a florestas, e não é que inventaram de colocar na cabeça do Jerome. Ufa! Amor, pensei que teria um infarto, porque eu já estava bem longe dali com medo do bichinho. Afinal animais peçonhentos não fazem minha cabeça.

Na volta, encontramos com um papagaio muito charmoso e bastante colorido que fez a alegria da garotada.

Este passeio de barco leva aproximadamente 4 horas  com saída pela Av. Bernardo Saião, onde saem os barcos da Amazon Star, o passeio é feito na madrugada, leva aproximadamente 20 minutos para chegar na ilha dos papagaios e esperarmos os papagaios acordarem de seus sonos profundos.

Muitas riquezas trouxemos em nossas memorias e experiências marcantes em meio a uma imensidão de culturas e trocas de experiências. Foi um dos passeios muito marcante, cheio de muitas aventuras, trilhas e muitas gargalhadas. Eu estava me sentido muito mais orgulhosa de tanta riqueza do meu estado e a luta pela preservação do nosso ecossistema continua. O Pará é na verdade o pulmão do Brasil e eu sentir-me muito bem protegida pela natureza e seus recursos naturais. O mundo na verdade depende desse pedacinho da natureza que tem sido alvo de muitos desmatamentos e exploração, quem colhe do fruto dificilmente volta novamente a plantar. Usar os recursos naturais moderadamente e com consciência é dever de todos nós.

Toda a equipe do Brasil 2 Brazil e Travel Boldly agradece a oportunidade que nos foi dada e por acreditarem nesse projeto e fazer acontecer, estamos esperando novos convites e novos roteiros para compartilhar ainda mais com nossos leitores.

E não parou por aqui, em nosso canal do Youtube você pode ver mais detalhes em vídeos  dessa aventura na Ilha dos Papagaios. Fique ligado!

Photos  by Jerome Shaw for +Brasil 2 Brazil



terça-feira, 2 de maio de 2017

Por que a Ilha do Combu é o refúgio para os turistas?

Travessia do Rio

Se está pensando em viajar a #Belém e se isolar do mundo, está tarefa é muito fácil. Antes de partir para essa aventura, não se esqueça de pousar no aeroporto internacional de Belém, localizado na Av. Júlio Cesar no bairro Val-de-cans no estado do #Pará.  Para quem não conhece  a cidade, pegue um táxi que custa em torno de R $ 60,00 reais e  em trinta minutos você estará no centro de Belém, onde ficam localizados a Estação das Docas, mercado do Ver-o-peso, Forte do Castelo, Mangal das Garças, Museu Emílio Goeldi  e entre outros pontos turísticos da cidade. Se você esta pensando em fazer muito além do que seus pensamentos desejam encontrar, quer fugir do barulho e da correria da metrópole da Amazônia para cidadezinhas do Pará.  Este aqui é seu lugar! Vamos lá que eu te levo até uma ilha fantástica, pertinho de Belém.

Loja de artesanato


Depois de tanto pesquisar e ouvir sugestões desta ilha,  eu @Brasil2brazil, meu esposo @jeromeshaw  e a  minha irmã @eloizabeckman  resolvemos embarcar  aqui mesmo na Ilha do Combu, tarefa nada fácil, pois éramos marinheiros de primeira viagem, não sei porque mas sempre minhas primeiras viagens me deixam muito ansiosa e um pouco apreensiva. Me enchi de questões para poder responder se eu realmente queria ir conhecer a ilha, não por mim mas pelo Jerome, eu queria muito que ele conhecesse este lugar antes dele ir de volta para sua terra (EUA), fazer e planejar  roteiros diferentes do que eu havia feito antes foi uma tarefa difícil, porque nas regiões em Belém, pelo o que eu conheço não dispõe de Wifi, o que a maioria dos turistas esperam, é o básico pra eles, típico de países de tecnologia de ponta. Belém vem se desenvolvendo aos poucos numa lentidão só.  Mas ir pra uma ilha e se afogar no Wifi, não tem graça nenhuma, eu simplesmente mergulho no lugar e não tenho tanto tempo pra postar, claro que sempre quando eu tenho um tempinho de sobra eu sempre estou atualizando meu Instagram e compartilho tudo com vocês no @Brasil2brazil, isso porque eu gosto do #Instagram para postar fotos, as pessoas interagem mais e participam mais de suas postagens, são gente como a gente, que está por aí perdido em algum lugar do mundo em busca de novidades para compartilhar com seus seguidores. Como eu adoro conhecer novos lugares, cada um mais lindo que o outro, eu acabo perdendo horas do meu tempo trabalhando no Instagram e fazendo mais que um hobby, entreter e curtir  ainda mais juntos com todos que me seguem lá.  A vida de traveler/viajante  é cheia de curiosidades e por mais que você conheça o mundo, sempre tem aquele lugar que você nunca sequer ouviu falar, foi o que aconteceu conosco. Jerome não imaginava que a ilha escondia seus encantos e se apaixonou por esse lugar, não só ele curtiu bastante mas eu e minha irmã também nos divertimos muito nesse pedacinho do paraíso. 

Trilha na floresta 


Antes de tudo, tive que tentar falar com o pessoal do restaurante, eu enviei mensagens pela página deles no Facebook, primeiro enviei pra @saldosamaloca que me informou que deveríamos reservar antes de ir pra lá, eu não sentir muito feedback do restaurante porque eu estava cheia de dúvidas e queria que eles me esclarecessem melhor, fiquei sem resposta e achei melhor procurar outra opção, entrei em contato com o restaurante Solar da Ilha, depois de eu pesquisar muito. Foi o restaurante que mais me deu feedback e eu adoria ter ficado lá, eles tentaram ligar para meu celular, mas não conseguiram, mesmo assim conversei com algum funcionário do restaurante por meio da página de chat do Facebook, desde aí eu já me sentia a vontade com eles, sem mesmo ter ido no local, eles foram muito atenciosos comigo. Eles me informaram o local que eu deveria pegar o barco, me enviaram um mapa informando como chegar até o porto. Desde já eu estou agradecida pela atenção e estou ansioso para  compartilhar com vocês minha experiência no Restaurante Solar da Ilha em breve.

interior da loja de artesanato

Depois de muito procurar restaurantes eu decidir ir ao porto da Praça Princesa Isabel no bairro da Condu, pegar o barco e   partir pra ilha, a viagem do bairro da Campina até ao porto durou em média 10 minutos e custou R $ 20,00 reais depois de muito pinchichar. O motorista não sabia que iria um gringo a bordo, essas é uma das dificuldades de gringos no país, os preços são exorbitantes e eu tenho prova disso, pois eu geralmente negócios os valores para ele. Então, já fui logo percebendo que o lugar para onde eu ia pegar o barco não era tão receptivo para turistas e nem pra o nativo daqui. O motorista me informou para eu não demorar pegar o barco e tomar cuidado com o local, aí eu já comecei a pensar num filme de suspense, todos que eu olhava seriam suspeitos, o jerome carregava máquinas potentes para fotografar, celulares, iPad e   outros matérias para trabalho também,  então eu me preocupei um pouco, só um pouco e quando eu desci do carro eu já disse: corri neguinho, seria a palavra chave para pegarmos o barco logo mas jerome não entendeu muito bem e ficou por ali fotografando e filmando. O que posso falar é que o Porto é perigoso, mesmo tendo um grande fluxo de pessoas partindo para as ilhas, então cuidado nunca é demais.  Parei para falar com um barqueiro que estava esperando passageiros e  perguntei qual o barco ia para Solar da Ilha e o rapaz respondeu, cada um vai pra lugares diferentes, o que eu não tinha percebido é que todos vão com o mesmo itinerário para deixar as pessoas nos restaurantes e com o objetivo de dividir o pão, eles dividem as pessoas por restaurantes para distribuir melhor pacificamente.

Árvore de Samaúma


A passagem custa R$ 5,00 reais por pessoa e você escolhe entre barcos ou lanchas. Fui para ficar no Solar da Ilha, quando cheguei lá,  depois do passeio de barco maravilhoso, eles não tinham vaga disponíveis para manhã, a empresa havia me falado que a tarde seria melhor para conseguir reservar. As vezes as pessoas que vem pela manhã não ficam a tarde. Mas não é muito certo pra conseguir uma vaga no Solar da Ilha. Quando cheguei eu não quis ficar lá, pois eu fui pra almoçar e esperar até a tarde para conseguir vaga eu não sentiria muito bem no momento, resolvi tentar ir no Saldosa Maloca, pois  o guia do barco havia aconselhado lá e ele tinha certeza que lá eles teriam vagas disponíveis naquele horário.  Ambos os restaurantes reservam mesas, é só entrar em contato pelos telefones com atencedência.

Suco de laranja natural

Cheguei no Saldosa Maloca e realmente eles tinham vagas, fui logo verificar se tinha vaga mesmo e marcar local enquanto Eloiza e Jerome registravam tudo em fotos e vídeos.  Entrei e pedi para petiscar um filé da ilha, composto com filé de carne, vinagrete e farofa enquanto esperava o peixe grelhado com arroz e salada. A comida realmente é deliciosa e possui um forte sabor regional. Para drinks pedimos suco de maracujá, laranja e cerveja. Adorei meu suco, apesar de gostar de suco de cupuaçu eu pedi o suco de laranja pois eu estava gripada e eu necessitava de vitamina Carlos naquele momentos. Meus sabores preferidos são o cupuaçu, laranja,  por conter açúcar natural, taperebá, graviola e maracujá. Se eu não conheço o local, eu não atrevo-me a pedir diferentes sabores para eu não ter surpresas desagradáveis. 

Passarela
Enquanto eu  esperava o peixe, eu degustava o filé, só que eu perdi muito tempo esperando ele ficar pronto, pois eu queria ter ido antes na trilha ecológica que eles dispõe nos fundos do restaurante. O restaurante   possui balanço para as crianças, lojas para comprar lembrancinhas, para quem não trouxe o biquini, na loja eles possuem saidas de praias e peças para banho, pois lá possui estrutura para tomar banho no Rio Guamá, eu não tomei banho mas vi as pessoas se divertindo muito no rio. O  rendário para as pessoas descansarem na rede, paga-se R $ 10,00 reais por uma hora e você pode descansar depois de tomar aquele saboros açai. 

a frente da loja de artesanato


Depois de comer o peixe grelhado, formos fazer o pedido do amigo do Jerome para nosso casamento. Eu gostei da idéia pois eu não havia visto nada igual. No envelope ou embalagem possui pedaço de papel vermelho no tamanho quadrado, possui muitos papéis com o mesmo tamanho.  O objetivo é o seguinte: você escreve o que você deseja para seu esposo, pra você ou para seu futuro.  Você pode escrever quantos pedidos você quiser e quantos desejos você queira que se torne verdade. Fizemos um vídeo fazendo esse pedido e o Jerome me ensinou como fazer. Primeiro pegue o pedaço de papel e escreva o seu desejo, pode ser vários num só papel ou em cada pedaço de papel, você decide o melhor, depois você amassa bem  o papel na mão e abra-o para enrolar fazendo um  rolo de papel, depois centralize no papel para base e vá a um local aberto que possua ventilação ou vento e queime o papel antes de queimar sua mão não esqueça de soltar o papel e o seu pedido vai encontrar o seu desejo eu um lugar para ser realizado. Fizemos três vezes, pois cada um fez um pedido especial e as pessoas não estavam entendendo muito bem o que estava acontecendo ali.



Logo depois de saímos para encontrar a tão esperada trilha.  Eles chamam de trilha um espaço atrás do restaurante que possuem várias espécies da Amazônia, como a árvore da Seringueira, a Samaúma, espécies difíceis de serem encontrada em qualquer quintal. Eles possuem várias espécies de árvores num só lugar. A árvore de Cacau, Cupuaçu, Jambo, Açai, Buriti e Bananeira.  O destaque é para a árvore da Samaúma, que é enorme, só a raiz  dela mede em torno de 10 a 15 metros de comprimento ou mais. Só de olhar já tive a vasta idéia que  no total do tronco mede aproximadamente 200 metros quadrados, o equivalente a uma casa simples na área rural e não para por aí, ela possui um gigantesco tronco que você se perde com a imensidão da árvore que mais se parece um Iceberg na floresta amazônica.  Atrás da árvore possui labirintos gigantes que mais parece uma caverna e é muito perigoso encontrar por ali cobras e animais peçonhentos.  O mais apropriado para visitar a trilha é ir com calça comprida jeans e se proteger dos maruins que não são tão amigáveis às pessoas. Levar protetor solar e repelentes é a melhor opção para não voltar com mordidas de insetos. Aproveitei para brincar do desafio de se pendurar na árvore e lembrei do tempo de criança que meu maior desafio era pegar aquela manga madura no quintal da minha vovó e adorava também o desafio de descascar o fruta pão para cozinhar e depois comer no café da tarde.  Saudades dos tempos que o maior desafio era pegar alguma fruta no quintal do vizinho.



A volta pra casa era mais relaxada, depois de  uma maravilhosa tarde na ilha. Tivemos mais adrenalina na volta pra casa ensopados com o toró de chuva, pois viemos na parte detrás do barco , para não perdermos nenhum momento na travessia no Rio Guamá.
Aos poucos nos aproximamos da cidade de Belém e nos despedimos da ilha. Já estamos com saudades!




Barco à vela na ilha do Combu

domingo, 22 de janeiro de 2017

O que você pode fazer com o cupuaçu, fruto tropical da região amazônica do Brasil?




Cupuaçu 



Olá Pessoal!

Aproveitando minha paixão por essa fruta deliciosa, eu vou mostrar  a vocês o porquê eu sou completamente apaixonada por essa fruta maravilhosa que é  Cupuaçu. Sei que muitos brasileiros não sabem o que fazer com essa delícia do Pará. Então eu vou falar para vocês que tudo sobre essa delícia que nós paraenses temos a sorte de tê-la em nossas mesas. O fruto é tropical castanho, em forma oval, típico do estado do Pará, no norte do Brasil. Tem um cheiro forte e peculiar que domina qualquer ambiente. O fruto do Cupuaçu é unicamente Paraense *. Enquanto a maioria das pessoas acham que tem um aroma atraente, outros acham que é um cheiro natural terroso.


A árvore do fruto do cupuaçu  é grande e áspera. Ela  mede aproximadamente 10 a 18 metros de altura. O fruto é oval alongado, medindo aproximadamente 25 centímetros de comprimento.  Sua casca é lisa, lenhosa de cor acastanhalada. A poupa é branca, ácida e abundante em volta das sementes. A fruta tem um sabor amargo e pungente. O povo paraense tem uma forma única de aproveitar essa fruta  deliciosa,  como sorvete, creme, suco, doces, coberturas de bolo e recheios de bombons de chocolate. O importante para o Paraense é nunca deixar passar uma oportunidade de colocar o cupuaçu em sua boca. As variadas formas de desfrutar do cupuaçu são semelhantes à forma como nós, no Pará, desfrutamos os outros frutos e ingredientes exclusivos de nossas florestas da bacia do rio Amazonas.

Namorando um cupuaçu 



O creme de  cupuaçu deixa qualquer pessoa com água na boca. A cada vez que como é provo o creme de cupuaçu, eu sempre quero mais. E eu sinceramente estou relutante em admitir como loucamente apaixonada eu  estou com este prazer culinário. Aprendi recentemente que a maioria dos estrangeiros não sabem como comer essa fruta. Então,  eu tive a brilhante idéia de mostrar aos meus amigos estrangeiros que existem muitas maneiras de saborear e usar esta fruta no seu dia-a-dia.


Creme de Cupuaçu 


Eu escolhi primeiro fazer um creme de cupuaçu coberto com sorvete sabor  flocos de chocolate e aveia. Aposto que será difícil para os leitores resistir a esta tentação. Eu sei muito bem que os estrangeiros gostam de alimentos exóticos e gostam de experimentar novos sabores. É fácil ficar preso em nossa culinária, que incluem  alimentos únicos que compõem a cozinha gastronômica paraense. O Pará é uma fábrica de sabores! 


Qualquer um pode fazer este prato. A receita é muito simples. Requer poucos ingredientes e são muito baratos. A única exigência é um liquidificador ou processador de alimentos que pode triturar a polpa de cupuaçu e torná-la homogênea
Necessitaremos de um cupuaçu inteiro, 250 gramas de leite condensado, 500 gramas de creme de leite, sorvete de chocolate em flocos  e  aveia em flocos.

Antes de triturar o cupuaçu é preciso retirar a poupa do caroço.  Segue abaixo a dica para este processo:

Cupuaçu rachado 


Dicas: para retirar a  poupa do caroço do cupuaçu, você precisa quebrar o cupuaçu ao meio, colocá-lo em um prato e cortar a  poupa separando-a do caroço, um por um, fazendo todo esse processo em todos os caroços. Após terminar de tirar toda a poupa, dívida a  poupa ao meio e use apenas uma metade da poupa para fazer creme e a outra metade da poupa congele em uma geladeira ou se preferir, use toda a poupa para fazer o creme.


Retirando o tegumento do cupuaçu 


Coloque somente a polpa de cupuaçu no liquidificador. Adicione o leite condensado e o creme de leite. Bata no liquidificador até ficar homogeneo, em seguida, coloque em uma tigela de plástico. Coloque a tigela no congelador, deixe solidamente congelado. Servir em uma tigela rasa ou pires com sorvete de chocolate em cima e coberto com flocos de aveia.

A poupa do cupuaçu 


Eu não sei quantas pessoas isso normalmente iria alimentar, mas eu posso ter certeza que eu como tudo em uma hora. Estou completamente e  totalmente apaixonado pelo cupuaçu.


Visite o Brasil 2 Brazil YouTube Channel para ver um vídeo com instruções passo a passo. Também temos receitas do Pará e histórias de viagem do Brasil em nosso blog em http://www.brasil2brazil.com. Assine, comente, curta e aproveite nosso canal. Se você tiver dúvidas, por favor escreva-as nos comentários ou entre em contato conosco no Twitter em http://www.Twitter.com/Brasil2Brazil/ ou no Facebook http://www.Facebook.com/Brasil2Brazil/


Espero que tenham gostado das dicas de receitas de creme de cupuaçu. Até a próxima vez!



Notas de rodapé:


Paraense *: de ou relacionado às pessoas & produtos do estado do Pará.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Na Terrinha dos búfalos- O Marajó

O Marajó - Parte I






Eu, Laudy Beckman do Brasil 2 Brazil Travel e meu noivo Jerome Shaw do Travel Boldly, fomos convidados a explorar a Ilha do Marajó no Pará, que até então era desconhecida aos nossos olhos. Conhecer o arquipélago do Marajó foi uma honra e um privilégio enorme, graças ao trabalho maravilhoso do Fotógrafo paraense Sr. Arthur Valente, das orientações da jornalista Sra. Benigna Soares, que  nos indicou a Pousada dos Guarás no Pará – Brasil, como sendo o melhor lugar para hospedagens e lazer. A grande oportunidade para conhecermos o Marajó foi o convite da Poudada dos Guarás, foi uma honra conhecer a cidade, as comidas típicas e a cultura desta região, embarcamos nessa idéia!





O Marajó é uma ilha rodeada de praias de água doce por todos os lados, igarapés, manguezais, fazendas e florestas, localizada na foz do Rio Amazonas, com aproximadamente 40.100 km² é a maior ilha do Brasil e  a maior ilha fluviomarítma do mundo, com uma vasta floresta e mangues, se diferenciando das outras ilhas, devido o grande destaque para o maior rebanho de búfalos do Brasil, com cerca de 600 mil cabeças, tendo como ponto forte também a arte da cerâmica estilizada herdada pelos índios, o ritmo do carimbó que contagia a todos que visitam a região. Falar em Marajó, é logo pensar nos ícones, símbolos da cidade, que são fortemente conhecidos por todos que visitam a ilha, os destaques são:  os búfalos, os pratos maravilhosos com carne de búfala, e o gostinho saboroso do queijo do Marajó, sem comparação, com especial reconhecimento pelo povo paraense, que tem como diferencial o leite de búfala, umas das riquezas amazônica que esta sendo estudada para ser reconhecida sua denominação de origem. O queijo do Marajó é um dos queijos mais nutritivos e saudáveis. Por isso a culinária marajoara conquista aos turistas que a visitam. Com aproximadamente 3 horas de navio e 2 horas de lancha do Porto do Terminal Hidroviário Luiz Rebelo Neto, localizado na Av. Marechal Hermes esquina com a Av. Doca de Souza Franco em  Belém do Pará no norte do Brasil, onde é o ponto de partida para a Ilha do Marajó. Nesta viagem, nós não fomos de barco pequeno, chamado Popopo, nome dado devido o barulho que o motor faz. Nós fomos em um navio chamado Arapari da empresa Banav, ele é muito maior que os pequenos barcos, com espaços disponíveis para muitos passageiros e com total segurança e conforto para todos.




Atenção! Eu deixo essa dica principalmente para quem não conhece a Ilha do Marajó e deseja navegar nessas aventuras, a ilha é um local rústico e sem muitas frescuras, a pessoa que desejar se aventurar, tem que ter muita disposição, bom preparo físico e encarar sem medo, todos podem desfrutar deste lugar, diversão é o que não falta na ilha. pois vai ter que encarar mesmo, sem muito blábláblá, se deseja ir ao Marajó e pensar que vai ficar em um hotel cinco estrelas, você esta muito enganado. os hotéis e pousadas no Marajó são simples e rústicos, mas aconchegantes e um dos melhores desta região  é a Pousada dos Guarás, atendendo todas as necessidades do local. A minha dica é pesquise muito bem o local na internet e converse com pessoas que já foram no lugar antes de qualquer viagem, agora prepare seu coração, porque nossa aventura começa aqui.




Travessia do Porto de Belém até o Porto Camará no Marajó
Saímos às 5:30h da manhã para comprar passagens que custava no momento R$ 25,00 reais por pessoa na classe econômica, o navio sairia as 6:30 da manhã, depois desse horário, teríamos que esperar somente a tarde, então, resolvemos embarcar de imediato, claro! Não iríamos deixar de perder essa viagem!
O melhor período para viajar ao Marajó é no verão de Julho a Dezembro, pois a travessia de barco é mais tranquila, neste período há pouca chuva e bastante sol. Então proteja-se do sol!
Para aproveitar bastante o clima do Marajó, traga bastante protetor solar, protetor labial, chapéu e boné, roupas leves, botas sem salto ou tênis, bastante repelente para insetos, capas de chuvas ou sobrinhas, binóculos e uma rede de balanço para dormir. Para fazer trilhas e caminhar pela mata, aconselho sempre ir com calça jeans, tanto para os homens e para as mulheres, pois podem aparecer animais peçonhentos no caminho. E para não atrapalhar sua viagem, previna-se sempre!



Segue abaixo, sugestões de horários dos barcos.

1.     Porto de Belém do Pará
Tipo de Transporte: Barco
Horários de Belém - Marajó
●      06:30 h (AM)
●      14:30 h (PM)
●      Domingo: 10:30 h (AM)
Horários do Marajó - Belém
●      06:30 h (AM)
●      15:00 h (PM)
●      Domingo: 15:00 h (PM)
Outros Locais:
1.               Porto de Icoaraci
Tipo de Transporte: Balsa
Horários de Belém
●      06:30 h (AM)
Horários de Marajó
●      16:00 h (PM)


Em 2016, podemos contar com uma lancha por apenas R$ 48,00 reais (Quarenta e oito reais), que poderá sofrer alteração no valor a qualquer momento, você pode pegar o barco no porto de Belém e em apenas 2 horas você chega no Porto Camará em Salvaterra no Marajó, além das lanchas existem as balsas, que fazem travessia todos os dias para o Marajó, com saída em no porto de  Icoaraci, este tipo de transporte  é especialmente bom para quem vai  transportar carros e cargas. Esses dois tipos de transportes, nós ainda não tivemos a oportunidade de experimentá-los, talvez em um próximo convite, estamos abertos a novas e replays de aventuras.
Saímos do porto de Belém as 6: 30h da manhã, o navio estava com bastante passageiros a bordo, mas acredito que por ser um inicio de semana, o barco estava um pouco vazio, se comparado nos períodos de férias, após a segunda semana do mês de Julho que os veranistas viriam ao Marajó. Eu estava sentada em umas das cadeiras de plástico, bem simples no centro e vendo mensagens no celular – Whatsapp, pois alguns metros dali não funcionaria o Wifi do meu celular, até que eu chegasse a cidade do Marajó, onde tivesse antena para meu plano da Vivo de Wifi para celular. A vivo disponibiliza vários planos para Wifi em Belém, é um dos melhores de Belém, mas não são suficientes  para quem acessa muito a internet e baixa muita foto, os melhores planos são muito caros, no momento este plano estava quebrando o galho, mas não atendia todas minhas necessidades no momento, por ser um plano de dados.





Inicio da  manhã, o sol ainda vibrante, ao som do motor do barco e avistando a Baía do Guajará, que no momento  estava tranquila e eu continuava olhando de longe as pequenas ondas, três horas de barco da pra fazer muita coisa boa, dormir seria a minha melhor escolha, se eu deixasse ser levada pelo vento  e o som do motor do barco, depois de acordar tão cedo, pois o vento que entrava no navio dava sono e com o som do motor do barco eu dormiria na hora. Depois que o Wifi acabou, o sinal da operadora não pega depois de uma certa distância entre o barco e a cidade de Belém,  é melhor procurar alguma coisa para fazer ou comer, comprar um café da manhã, comer seria a melhor opção, mas pela manhã eu sou chata para comer, então melhor mesmo esperar chegar o destino tão esperado. No navio tem tudo ou quase tudo. Ele é dividido em duas partes, sendo a parte superior e a parte inferior, nós estávamos na parte inferior do navio e a mais barata claro, como era de manhã, estava batendo um vento muito bom dentro do barco e eu conseguia ver melhor a vista da Baía do Guajará, tirar  fotos e aproveitar bastante antes de chegar ao meu destino, no barco tem  banheiros, vendedores ambulantes, lanchonete, televisão, não é tela plana mas uma pequena TV para distrair o pessoal a bordo do navio, um banco não muito agradável mas da pra esperar sentado na viagem, colete salva-vidas espalhados pelo teto do navio, em caso de emergência. Não tem acesso a Wifi. Bom o suficiente para quem tem menos dinheiro para gastar ou pra quem prefere economizar, mas dá pra sobreviver durante a viagem. 


Chegada no Porto Camará em Salvaterra



Após três horas relaxando no barco, se aproxima do porto de Camará em Salvaterra, tem um serviço terceirizado e especializado para carregar malas, bagagens em geral, eles trabalham carregando suas malas, mas  muito cuidado nessa hora! Isso pode ser perigoso, eu preferir carregar minhas malas, pois não estava tão pesada, como eu estava acompanhada também e eu tinha quem carregasse-as, eu não precisei deste serviços. A primeira vez que eu vou ao Marajó eu não queria me arriscar, desconfiada como eu sou, nem pensar! Claro não desmerecendo o trabalho deles, mas por questão de segurança mesmo, que fique bem claro.



Bom, chegamos na tão sonhada Ilha do Marajó, era para ter uma Van da Pousada dos Guarás no Porto Camará, aguardando-nos para levarmos até a Pousada dos Guarás, mas por falha de comunicação nossa,  eles não conseguiram nos buscar no porto. Mas sempre ligue com antecedência para confirmar horários que a van da pousada aguardará no porto do Marajó. A van da pousada fica sempre aguardando os turistas que compraram pacotes e e vão se hospedar lá, assim é bem melhor que você não tem que pagar vans e outros tipos de transporte. Bom, não deixamos de curtir a viagem por isso, não é todo dia que nós caímos de paraquedas neste paraíso marajoara. Nós decidimos pegar um táxi, eu não queria arriscar andando até a pousada, nós talvez levaríamos 3 horas ou mais caminhando. O táxi custou em torno de R$ 60 reais, desde o trajeto do Porto Camará até a Pousada dos Guarás. Eu vou falar logo, a pousada fica bem distante do Porto, então,  não adianta seguir a pé, mas lá você pode encontrar vans, táxis, mototáxis ou ir de bicicleta mesmo, para quem faz ciclismo e é acostumado a andar de bicicleta, se prepare para pedalar Robinho! Aconselho que pegue logo as vans de viagens que estão disponíveis no momento, assim que chegar no porto,  pois a cidade não oferece transporte regular e se você perder esse transporte, só poderá pegar novamente na próxima chegada do barco. Então, não perca tempo esperando muito.


Chegada na Pousada dos Guarás







Fizemos a escolha certa de pegarmos logo um táxi, pois, indo de táxi até a Pousada dos Guarás demorou bastante,  imagine indo andando. Ufa! Logo que chegamos avistamos o nome da pousada na frente, Uau! O local parecia o paraíso, conversamos com o atendente da pousada, sempre muito atencioso e prestativo, que nos orientou sobre a pousada e o apartamento onde nós ficamos hospedados. Apareceu um senhor, que veio buscar nossas malas e nos mostrar o apartamento onde nós ficaríamos, o apartamento era o 404, com TV de LED, frigobar, ar condicionado e Wifi. O espaço é aconchegante, você fica a vontade para explorar bastante o lugar sem ser incomodado por vendedores ambulantes, o espaço é um paraíso se comparado com outros locais, talvez não exista outros iguais ou parecidos nas Ilhas do Pará, a pousada tem como diferencial por ser dividida e bem organizada por chalés, são 50 apartamentos sendo 48 apartamentos stand e 2 suítes com TV,  ar condicionado, frigobar, banheiro com sistema de água quente e  fria, bom mesmo  para quem procura conforto e qualidade em um só lugar. A Pousada dos Guarás, fica localizada em frente a Praia Grande em meio a uma reserva florestal no município de Salvaterra no Marajó com 240.000m², cada quarto tem sua própria área e varanda, é tipo um pátio e logo que nós chegamos avistamos um banco de madeira bem trabalhada na varanda do apartamento, antes de chegarmos nos quartos e uma mesa na área externa do apartamento, a gerencia e a organização da pousada deve ser bastante exigente no local, tem espaços para colocar redes para descanso se preferir, bom mesmo para jogar conversa fora a noite ou namorar ao som da brisa da praia.






No restaurante a comida é especialmente saborosa, comandados por chefes especializados em comidas regionais e internacionais, profissionais bem treinados e para quem deseja planejar uma festa, aniversários, casamentos, noivados, reuniões executivas, congressos, treinamentos de funcionários, a pousada também disponibiliza o salão de convenções com sala de apoio para 180 pessoas com todo o conforto e segurança.
Na área de lazer, você pode desfrutar da piscina, quadra esportiva, campo de futebol, trilha ecológica, SPA, passeios de búfalo e show de danças folclóricas.
Para minha surpresa que estava brigando com a porta, para entrar você necessita colocar um cartão na porta para ela abrir automaticamente, ainda não tinha visto esse novo método em Belém, bem interessante, o problema mesmo é na hora da saída para você não esquecer o cartão ou chave da porta como queira chamar, dentro do apartamento, eu não sei como será resolvido se seu cartão ficar dentro do quarto. Deve haver uma segunda chave de segurança.  Na entrada eu me surpreendi, é uma espécie de porta roupa ou roupeiro, closet, guarda-roupa,  no qual embaixo tem um balcão onde você pode colocar suas malas e trecos e tal, suas coisas ou objetos no geral, abaixo tem frigobar, ao lado você tem a área do banheiro, razoavelmente simples nada tão escandaloso, os banheiros todos bem limpinhos e cheirosos, com espelhos e pia para escovar os dentes bem requintado também, um box com um chuveiro elétrico, vaso para necessidades especiais, não são vasos para os portadores de necessidades especiais, não confunda, são vasos sanitários, com chuveiro elétrico, com sistema de água quente e fria e tudo mais que um banheiro necessita, na parte do quarto tem uma enorme cama de casal e uma cama de solteiro, TV de LED, o quarto é decorado com cortinhas floridas e chapéis de palhas enormes, que dão um ar caipira ao local. Bom eu estou detalhando muito porque eu sei que ainda tem gente que vai pensar que não tem todas essas coisas em uma ilha no Pará, e eu estou justamente mostrando que tem sim, isso e muito mais. E eu não estou falando isso por que nasci no Pará, estou falando porque eu fui comprovar de perto e tenho testemunhas o meu querido noivo, blogueiro e fotógrafo internacional Jerome shaw, O espaço é muito bom mesmo, melhor ainda você indo conferir de perto.





Após passarmos pela recepção da pousada, nós entramos no quarto e deixamos nossos objetos, almoçamos e nem tivemos tempo de descansar no momento, porque já havia um passeio agendado para conhecer alguns pontos turísticos do Marajó e aproveitamos para não perder este momento.
Só deu tempo de avisarmos a família que nós chegamos, encher a pança (barriga) para aguentarmos mais uma caminhada (jornada).






Restaurante da Pousada dos Guarás


O almoço foi especial, tivemos que ir até o restaurante para escolhermos o que comer, o restaurante fica nas dependências da pousada, logo ao lado da entrada da pousada, é um espaço amplo e bem aconhegante, as mesas são de madeiras, em material rústico, mas com um requinte especial e um olhar bem requintado, ao redor do restaurante, plantas ornamentavam o local, dando um toque romântico e especial ao local que resumidamente eu diria divinamente o paraíso tropical, as mesas em madeiras de lei com uma toalha de pano vermelho, dando um retoque final no design muito típico da maioria dos restaurantes requintados em Belém do Pará.
Quando almoçamos fomos cumprimentados por um búfalo que passeava ao redor do restaurante, enquanto estávamos almoçando o Jerome tentou registrar a passagem dele pelo restaurante. Verdade os búfalos e os cavalos costumam pastar ao redor da pousada a qualquer hora do dia.
A área externa da pousada é muito bem cuidada e com gramas, todos os dias haviam funcionários cuidando da pousada, tanto fora quanto dentro.

Essas e outras aventuras estão também disponíveis em nossas redes sociais, siga-nos por aqui:

Youtube
Facebook
Instagram

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Comidas Regionais Paraense



Não é a toa que a culinária paraense tem conquistado muitos seguidores nas regiões do Brasil e do mundo, devido seu forte sabor amazônico, com o toque paraense e uma riqueza gastronômica muito regional, dar água na boca só de imaginar. Eu não estou aqui para ensinar nenhum prato gastronômico e sim para mostrar as comidas regionais paraense com sabores especiais e iguarias inigualáveis. E aposto que você irá amar!



    Restaurante Lá em Casa, Estação das Docas em Belém do Pará
  • Tacacá: Encontrado nas esquinas de Belém e vendido por tacacazeiras ou em restaurantes especializados em comidas típicas. O famoso Tacacá do Pará, ficou conhecido por uma mistura exótica de sabores e que tem conquistado muitos seguidores no mundo. Ele é servido numa cuia preta e é consumido quente nas tardes calorosas de Belém como uma sopa, sem colher, é levado a cuia direto a boca como se fosse um caldo de sopa, contendo: tucupi, goma de tapioca cozida, jambu, camarão rosa seco, alho e pimenta de cheiro a gosto. Um detalhe muito importante para não passar mico em Belém, as atendentes dão um palito para pegar o camarão e comer o jambu, o caldo pode ser consumido direto na cuia. Não se assuste se o sol estiver escaldante. Não tem hora e nem tempo para degustar o delicioso Tacacá. Quando você consumir o caldo, sentirá uma pequena dormência na boca, efeitos especiais do jambu.






    Peixe frito, Ilha de Mosqueiro em Belém do Pará no Brasil.
  • Peixe: O peixe frito inteiro na bandeja, faz um convite especial para um almoço delicioso com salada crua de rodelas de pepino, tomate, cebola, limão e alface, acompanhado com a farofa de farinha de mandioca e molho de vinagrete, com direito a picados de tomates, cebolas, vinagre, cheiro verde e sal. Como não resistir essa tentação da culinária paraense, que enche nossos olhos famintos e dá água na boca. Pra provar esse aqui, você tem que fazer um pequeno passeio a Ilha de Mosqueiro, foi lá que nós fisgamos esse peixinho.





  • Pizza Regional Paraense: Se ainda não provou a famosa pizza regional com jambu e palmito, você não sabe o que esta perdendo. Ela é preparada com massa comum de pizza acrescentando somente as iguarias paraense, como: o jambu cozido, palmito, camarão rosa, rodelas de tomate. Essa eu  já quero!!!






Comidas Regionais Paraense



Não é a toa que a culinária paraense tem conquistado muitos seguidores nas regiões do Brasil e do mundo, devido seu forte sabor amazônico, com o toque paraense e uma riqueza gastronômica muito regional, dar água na boca só de imaginar. Eu não estou aqui para ensinar nenhum prato gastronômico e sim para mostrar as comidas regionais paraense com sabores especiais e iguarias inigualáveis. E aposto que você irá amar!



    Restaurante Lá em Casa, Estação das Docas em Belém do Pará
  • Tacacá: Encontrado nas esquinas de Belém e vendido por tacacazeiras ou em restaurantes especializados em comidas típicas. O famoso Tacacá do Pará, ficou conhecido por uma mistura exótica de sabores e que tem conquistado muitos seguidores no mundo. Ele é servido numa cuia preta e é consumido quente nas tardes calorosas de Belém como uma sopa, sem colher, é levado a cuia direto a boca como se fosse um caldo de sopa, contendo: tucupi, goma de tapioca cozida, jambu, camarão rosa seco, alho e pimenta de cheiro a gosto. Um detalhe muito importante para não passar mico em Belém, as atendentes dão um palito para pegar o camarão e comer o jambu, o caldo pode ser consumido direto na cuia. Não se assuste se o sol estiver escaldante. Não tem hora e nem tempo para degustar o delicioso Tacacá. Quando você consumir o caldo, sentirá uma pequena dormência na boca, efeitos especiais do jambu.






    Peixe frito, Ilha de Mosqueiro em Belém do Pará no Brasil.
  • Peixe: O peixe frito inteiro na bandeja, faz um convite especial para um almoço delicioso com salada crua de rodelas de pepino, tomate, cebola, limão e alface, acompanhado com a farofa de farinha de mandioca e molho de vinagrete, com direito a picados de tomates, cebolas, vinagre, cheiro verde e sal. Como não resistir essa tentação da culinária paraense, que enche nossos olhos famintos e dá água na boca. Pra provar esse aqui, você tem que fazer um pequeno passeio a Ilha de Mosqueiro, foi lá que nós fisgamos esse peixinho.





  • Pizza Regional Paraense: Se ainda não provou a famosa pizza regional com jambu e palmito, você não sabe o que esta perdendo. Ela é preparada com massa comum de pizza acrescentando somente as iguarias paraense, como: o jambu cozido, palmito, camarão rosa, rodelas de tomate. Essa eu  já quero!!!