Translate this website

quarta-feira, 7 de junho de 2017

O Canto e o Encanto da Ilha dos Papagaios no Pará.

O canto e o encanto  da Ilha dos Papagaios no Pará.



Saindo um pouco da rotina, diferente de tudo que eu já havia feito em vários passeios  pelo #Pará. Fiquei curiosa e muito ansiosa para experimentar este passeio da Amazon Star Turismo. Já havia passeado de barco pela Ilha de #Cotijuba, minha queridinha, claro! Mas parece que esse passeio prometia muita atração e diversão, algo me dizia que seria fonomenal!



Bom, nem dormirmos ansiosos para que a hora chegasse e pudessemos aproveitar bastante tudo. Acordamos cedo, mais ou menos as 3 horas da madrugada, antes que o sono pesado pudesse nos encontrar, saímos de #Belém para presenciar o nascer do sol em uma das ilhas mais fantásticas do estado do Pará. Como a distância entre o município de Ananindeua e Belém é longe, saímos cedo para não perdemos o barco. O trânsito na madrugada de Belém foi tranquilo e mais rápido do que durante o dia. Optamos por um táxi, que custou aproximadamente R$ 60 reais até o trapiche da Avenida Bernardo Saião, ponto de partida dos barcos da Amazon Star Turismo. Enquanto o povo dormia, estávamos nós atravessando caminhos para chegarmos no local, onde ficam estacionados os barcos.



Bom gente! Essa não foi uma missão tão fácil, despertar nesse horário para um passeio , foi uma tarefa extremamente difícil e preguiçosa, mas encaramos numa boa como bons aventureiros, eu, meu noivo Jerome Shaw e meu cunhadinho Arthur Valente.



Eu estava bem acompanhada de dois profissionais com vasta experiência em #fotografia e blogueiros de viagens. De um lado, o fotógrafo brasileiro Arthur Valente, profissional extremamente dedicado a área fotográfica e com uma ampla carreira consolidada no mercado brasileiro e apaixonado pela arte de fotografar, ele está sempre em busca de inovações para o seu trabalho e  logo aceitou nosso convite em participar desse projeto no Brasil 2 Brazil Travel na Ilha dos Papagaios. De outro lado, o #Blogger e Fotógrafo Jerome Shaw, apaixonado por viagens e culinária, editor do blog Travel Boldly e totalmente dedicado a influência digital, em seu currículo, coleciona viagens fantásticas a vários lugares do mundo, inclusive o Brasil.

Nosso primeiro passeio a uma ilha rodeada de papagaios. Esse passeio prometia!
Chegamos aonde o barco estava estacionado e aguardamos para esperar outros estrangeiros que vinham para o passeio também. Não te falei que estávamos ansiosos, verdade! Chegamos cedo demais e aguardávamos a chegada dos outros #turistas.



Apesar de eu estar protegida por blazer, casaco, eu estava sentindo muito frio, até o Jerome estava com frio e a cara toda amassada de sono, eu pedia a ele que me protegesse do frio, Arthur também estava com frio mas esqueceu a  morena dele em casa. Kkkk...É muito romântico também fazer esses passeios pela Amazon Star Turismo durante a noite, o clima friozinho, um passeio com  essa harmonia, sempre com uma boa companhia, eu sinceramente adorei e já estou planejando o próximo passeio por esses lados, fica a dica! Está pode ser uma dica muito legal para o dia dos namorados! O que vocês acham? A madrugada estava silenciosa e não conseguíamos ver  além do céu cheio de estrelas e ouvir os barulhos das águas. Finalmente o pessoal chegou para começarmos nosso passeio, estavam presentes alguns espanhóis, americanos e eu e Arthur do Brasil e algumas crianças. Foi muito divertido esse passeio e as crianças estavam tão animadas com tudo e muito curiosas também. No inicio todos pareciam muito tímidos e curiosos. Mas durante o passeio, fomos nos soltando um pouco.



O barco iniciava sua jornada 4 horas da madrugada com destino a ilha dos Papagaios e estava tudo escuro, mal conseguíamos ver os rostos das pessoas e só havia a guia turista falando e o que se via era a imensidão das águas  e o imenso rio rodeados de florestas virgens.

Como haviam muitos estrangeiros a bordo e todos sabiam a língua inglesa, ela falava em inglês todo o percurso da viagem.



Paramos até a Ilha dos Papagaios, a espera do momento mais esperado naquele instante. Momento em que todos os olhos de vários cantos do mundo, olhavam para um só local, a Ilha dos Papagaios, mesmo sem podermos enchegar nada e nem fazer barulho, pois o espetáculo divino da natureza dentro de um cenário natural na ilha do Combu, precisava de tempo e no momemto certo, realizaria o seu show! Nós também aguardávamos ansiosos por este  momento. Estava tudo muito silencioso para não acordarmos os papagaios. Eram aproximadamente as 5 horas da manhã e aos poucos o sol raiava para um novo dia, em meio a um cenário exuberante atrás da Baía do Guamá. Os papagaios estavam saindo de seu habitat para começarem suas jornadas novamente. Aos poucos ouvimos barulhos, Todos os dias os papagaios fazem esse mesmo percurso. O céu esverdeou-se de papagaios e somente escutávamos os sons deles cantando alegres, partindo para seus destinos, acompanhados de seus familiares. O dia continuava muito alegre e fantástico, pois eu sabia que os papagaios também possuem sua missão na terra e as executam com perfeição. Alguns sozinhos e outros acompanhados de suas companheiras ou famílias. Eles voavam próximo do barco e o que se podia perceber a motivação e alegria de cada um começando um novo dia, podíamos sentir a energia da natureza que eles nos transmitiam e nos transformava ali naquele momento, talvez no momento do espetáculo natural dos papagaios' alguém parou para pensar na sua vida também, eu fiquei imaginando o qual glorioso é Deus de nos preparar tamanha surpresa, foi muita emoção! Eu não sabia  para onde eles estavam indo ou o que iam fazer, eles acordaram muito cedo e deveriam ter muito trabalho pela frente. Eu estava um pouco receiosa que alguns deles poderiam me batizar com caquinhas na minha cabeça. É muito emocionante amanhecer ao som dos papagaios e a beira de uma maravilhosa paisagem ao nosso redor, aos poucos o sol raiava mostrando um novo olhar no céu e Deus sempre perfeito em suas molduras e suas obras. Quando os papagaios sairão todos de seus sonos noturnos e percorreram atrás de seus afazeres, nós fomos em um restaurante a beira da baia para tomar aquele maravilhoso café paraense na Ilha do Combu. É um restaurante, em estilo rústico de madeira, muito típico dos povos ribeirinhos que vivem a margem do rio Guamá e do outro lado de Belém, logo ali, eles serviram cuzcuz com coco, tapioca, bolo, café com leite, frutas, um banquete de dar água na boca, num estilo simples e bem regional. O café da manhã, fazia parte também do pacote turístico da Amazon Star Turismo, o valor desse pacote custa em média R$ 150,00 Reais, aproximadamente $ 50 dólares.



Uma observação a fazer, em volta do restaurante havia um rio e é muito perigoso deixar as crianças brincando sem um cuidado de um adulto, para não tomarem um baita banho nas águas e estragar seu passeio.  Crianças são experientes em fazerem artes. Após termos enchido a pança, saímos para fazermos uma trilha na ilha do Ácara, próximo da Ilha dos Papagaios e para conhecermos algumas espécies da Amazônia. Agora sim estávamos bem preparados para enfrentar muita caminhada, e ansiosos para saber o que a floresta tinha para nos surpreender. Logo na chegada para explorarmos a Ilha do Combu à pé, paramos em um trapiche, lá mesmo tem uma casa artesanal que vendem artesanatos, doces, açai, sementes de cacau, castanha do Pará e outros artesanatos. Estávamos preparados em uma trilha ecológica  e nos surpreendia a cada passo que nós avançavamos, conhecer aquela região pra mim foi demais, porque você volta pra casa rico em cultura, em conteúdo e vivência a vida dos ribeirinhos de perto.




Nós podíamos observar que a maioria das casas ao redor são de madeiras, imagine o frio que deve fazer a noite, nem precisava de ar-concionado. O sol estava muito ofegante e estávamos usando bastante filtro solar ou protetor solar, nessas trilhas a céu aberto, onde você vai conhecer a floresta o aconselhável é passar bastante protetor solar devido o sol castigar bastante. O usos de óculos escuros, bonés, chapéu, tênis e calças compridas, é umas das mais  importantes dicas para quem gosta de fazer esses passeios, pois nas florestas podemos encontrar de tudo.




Seguindo a trilha, podíamos conhecer várias árvores nativas da Amazônia, encontramos o urucu, uma espécie de colorante natural, que é muito usado na culinaria paraense para dar cor aos alimentos e dar um sabor também, muito usado por pessoas do interior de Belém nos alimentos. eu costumo usar o urucu nos alimentos sendo mais natural e saudável. os índios também o utilizam para pintar o corpo e os rostos.

Algumas pausas para fotos e sequencias de imagens e a ajuda das  paisagens foi essencial para nossas fotos deixando ainda melhor num toque natural.



Muito difícil encontrar por aqui carros, mas não é nada raro, o que se via nas frentes das casas eram barcos e canoas , as pessoas que tem mais condições financeiras no local, compram barcos para pescar ou fazer  o transporte de suas famílias, pois depender de embarcações seria um caminho mais demorado, para quem mora nessas regiões ribeirinhas, algumas casas muito bem trabalhadas faziam um contraste perfeito com a exuberância da paisagem natural, algumas até me fez lembrar de algumas pinturas em telas que retratam muito bem essas regiões da amazônia e a situação dos ribeirinhos no Pará. Também, faziam-me lembrar algumas músicas populares, como "Esse rio é minha rua" de um cantor paraense, enfatizando ainda mais a realidade dos ribeirinhos, que moram a margem dos rios. Um cenário nada comum diferente de tudo que vemos nas grandes cidades e eu só imaginava a dificuldade desse povo para sustentar suas famílias dependendo da natureza como sendo seu ganha pão. É muito comum as crianças com aproximadamente 5 anos de idade remando uma canoa e eu aqui que nem sei nadar, imagine remar, algumas crianças nem conhecem as tecnologias como tablets, celulares e smartphones. O maior divertimento delas é nadar no rio ou remar canoa. Lembrando também uma realidade muito comum de crianças que morrem por afogamentos nesses rios, ou escalpelamento. Elas deveriam ser acompanhadas por um adulto, mas a realidade na verdade é que muitas crianças ajudam os pais no sustento da família pescando. Algumas residencias nas áreas ribeirinhas não usam máquinas de lavar ou de secar roupas, aproveita-se o sol durante o dia todo para secar as roupas no varal, um fio que amarra de uma ponta a outra para pendurar as roupas molhadas, as roupas sujas são lavadas na beira do rio mesmo ou em giral de madeira. A população vive como pode e mesmo sendo uma região tão perto de Belém, são povos esquecidos pelo poder público, nem água potável eles possuem para beber. Por um lado vemos o encanto da Ilha e por outro a dura realidade dos ribeirinhos do Pará.





Você nem vai acreditar mas eu sempre olhava para os açaizeiros, que havia em grande quantidades nesse passeio ao redor do rio e nas florestas, a mina de ouro dos paraenses possuem em grandes quantidades nas florestas amazônicas, o Açaí.

Um senhor nativo destas regiões ribeirinhas estava ensinando-nos a como tirar a castanha do ouriço da castanha do Pará. O ouriço é um protetor das amêndoas da castanha onde é dificilmente rompido e tem ter bastante técnica para não se machucar. Além de ser difícil retirar o fruto do ouriço, outra tarefa difícil também é retirar a amêndoa do tegumento da castanha. Existe uma técnica muito usada em Belém para ajudar a retirar a amêndoa da casca da castanha bem menos perigosa do que a forma que o senhor ensinou. Coloque a castanha do Pará em uma flecha de uma porta ou janela, antes de fechar a janela, segure a castanha e vai fechando devagar a porta espere amassar a castanha e fazer um pequeno barulho "trak" mais ou menos, e retire a para abrir a castanha com uma faca. O ouriço da castanha do Pará fica bem guardado e esconde um delicioso fruto, tem que ter muita prática  e técnica para abrir o fruto e retirá-lo da casca, não é uma tarefa muito fácil, mas vale a pena tanto trabalho. Pois o fruto além de delicioso é muito saudável, dizem que 2 castanhas por dia é essencial para uma alimentação saudável pois é rica em diversas vitaminas.



No local conhecemos um senhor de 90 anos com uma saúde de ferro, deve ser a castanha do Pará, né? aprendemos muito com esse nativo da região algumas técnicas que somente um senhor com essa idade poderia nos ensinar. Estávamos feito Tarzan na Selva.

Muito conhecida somente em livros de historias, precisamente na Época da Belle Epoc. A árvore que rendeu muitos olhares a região do Pará  e trouxe bastante riquezas também pra nossa terra, foi bastante explorada pelos seringueiros na era áurea da borracha, pois extraiam o látex das árvores deixando marcas que até hoje estão guardadas em nossas mémorias. Para quem conhece a historia sabe muito bem que a região do Pará foi bastante explorada nessa época para extração de látex para fabricação das borrachas. Conheci pela primeira vez uma das árvores que foi muito importante para o crescimento histórico e econômico do Pará no avanço do automobilismo.



A árvore da seringueira extraída por seringueiros ao ser cortada ou riscada liberava um líquido pastoso e liguento, o mais cobiçado no mundo inteiro, uma relíquia escondida em meio a floresta da Amazônia. Vimos algumas espécies como bananeiras, açaizeiros e muitas espécies que eu já conhecia. Uma das cenas mais surpreendentes foi ver um senhor de quase 90 anos escalar uma árvore de açaizeiro, com uma precisão e tamanha experiência. Talvez se eu tivesse experimentado subir,  teriam que chamar a ambulância e eu ir direto pro pronto socorro. Preste bastante atenção, as árvores de açaizeiros são longas e bastante finas, quando ele subia, ela    balançava bastante, a impressão de quem esta olhando é que ela vai quebrar e o senhor ia cair a qualquer momento. Ele passou de uma árvore para outra, brincando e ao menos nós esperarmos ele desceu em uma velocidade 100. E estava intacto no chão, digno de muitos aplausos. hehhe!


Foi um show de apresentação que esse senhor de idade mostrou para gringo nenhum colocar defeito. Após esta cena a guia turística convidou alguém para encarar a árvore de açaí. somente o garotinho americano com idade mais ou menos sobre 10 anos  teve coragem e foi corajoso mas não passou do chão.

Encontramos uma aranha perdida, daquelas enormes pretas e cabeludas e fizeram a alegria dos gringos em meio a florestas, e não é que inventaram de colocar na cabeça do Jerome. Ufa! Amor, pensei que teria um infarto, porque eu já estava bem longe dali com medo do bichinho. Afinal animais peçonhentos não fazem minha cabeça.

Na volta, encontramos com um papagaio muito charmoso e bastante colorido que fez a alegria da garotada.

Este passeio de barco leva aproximadamente 4 horas  com saída pela Av. Bernardo Saião, onde saem os barcos da Amazon Star, o passeio é feito na madrugada, leva aproximadamente 20 minutos para chegar na ilha dos papagaios e esperarmos os papagaios acordarem de seus sonos profundos.

Muitas riquezas trouxemos em nossas memorias e experiências marcantes em meio a uma imensidão de culturas e trocas de experiências. Foi um dos passeios muito marcante, cheio de muitas aventuras, trilhas e muitas gargalhadas. Eu estava me sentido muito mais orgulhosa de tanta riqueza do meu estado e a luta pela preservação do nosso ecossistema continua. O Pará é na verdade o pulmão do Brasil e eu sentir-me muito bem protegida pela natureza e seus recursos naturais. O mundo na verdade depende desse pedacinho da natureza que tem sido alvo de muitos desmatamentos e exploração, quem colhe do fruto dificilmente volta novamente a plantar. Usar os recursos naturais moderadamente e com consciência é dever de todos nós.

Toda a equipe do Brasil 2 Brazil e Travel Boldly agradece a oportunidade que nos foi dada e por acreditarem nesse projeto e fazer acontecer, estamos esperando novos convites e novos roteiros para compartilhar ainda mais com nossos leitores.

E não parou por aqui, em nosso canal do Youtube você pode ver mais detalhes em vídeos  dessa aventura na Ilha dos Papagaios. Fique ligado!

Photos  by Jerome Shaw for +Brasil 2 Brazil